quarta-feira, setembro 03, 2008

Pensamento do dia

Muitos recebem conselhos mas só os sábios tiram proveito deles.

Homenagem

sexta-feira, agosto 29, 2008

Duas jovens detidas escondiam na vagina 1500 euros e jóias

"Duas jovens detidas em Lisboa pela polícia escondiam, na vagina, 1500 euros e artigos de ouro e prata, revelou hoje o Comando da Polícia de Segurança Pública de Lisboa.

A detenção aconteceu quando a PSP mandou parar uma viatura em que seguiam duas jovens de 16 e 19 anos. Não só a ordem não foi acatada, como se verificou uma tentativa de atropelamento do agente de autoridade.

Após perseguição policial, foram detidas e encaminhadas para a esquadra, onde foram revistadas. Foi então que se constatou que as jovens tinham nas áreas genitais, embrulhados em plástico, vários artigos em outro e prata, para além de 1500 euros. ´

A PSP suspeita que os artigos recuperados tenham proveniência criminosa. Presentes a tribunal, o juiz determiniou que as duas jovens se apresentem periodicamente na esquadra."


Bem que antigamente lhe chamavam o "guarda-jóias"... :)

quinta-feira, agosto 28, 2008

Há acessórios que são uma...

O iPod é um gadget muito bonito e cheio de funcionalidades que são uma verdadeira mariquice...
Mas agora aparece um acessório para o iPod que é uma verdadeira...

quarta-feira, agosto 27, 2008

Assaltos a gasolineiras.

Concordo com estes assaltos às gasolineiras, desde que não haja mortes.
É que na minha terra diz-se que: "Ladrão que rouba ladrão, tem 100 anos de perdão".

terça-feira, agosto 26, 2008

Porquê Michael Phelps?



Born to be unique!

segunda-feira, agosto 25, 2008

Santoínho 2008

Uma breve apresentação do que foi Santoínho 2008. Qualquer semelhança dos intervenientes com os Jogralhos não é pura coincidência. É apenas uma pequena amostra do que foi dito para as câmaras!!!

Ver aqui!

quinta-feira, agosto 14, 2008

Save Miguel!

Rob Schneider finds Miguel!

www.savemiguel.com

sábado, agosto 02, 2008

3mil anos de cadeia... ou não!

"Um líder da organização terrorista basca ETA, José Ignacio de Juana Chaos, condenado a três mil anos de prisão pelo assassínio de 25 pessoas, saiu hoje da cadeia após cumprir 21 anos de pena."

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=104094


De 3mil anos passa para 21 anos?... A Espanha vai continuar a bombar...

sexta-feira, agosto 01, 2008

Water 'found on Mars'

Nas noticias de hoje: Water 'found on Mars'

Acho que já sabíamos há muito...

Gelado Mars
Ingredientes
Chocolate de leite, leite desnatado condensado, xarope de glucose, nata, gordura vegetal, ÁGUA, leite desnatado condensado com açúcar, açúcar, gordura de manteiga, extracto de malte, leite desnatado em pó, cacau magro em pó, soro de leite em pó, emulsionantes (E471), estabilizadores (E410, E401, E412, E407), sal, aromatizante e amendoim.

quarta-feira, julho 30, 2008

Sismo

Hoje, houve um sismo em L.A.

Ainda bem que foi LÁ e não CÁ.

quarta-feira, julho 16, 2008

Avaliação de Professores

Opinião de uma advogada


Já que muitos jornalistas e comentadores defendem e compreendem o modelo proposto para a avaliação dos docentes, estranho que, por analogia, não o apliquem a outras profissões (médicos, enfermeiros, juízes, etc.).

Se é suposto compreenderem o que está em causa e as virtualidades deste modelo, vamos imaginar a sua aplicação a uma outra profissão, os médicos.

A carreira seria dividida em duas:

Médico titular (a que apenas um terço dos profissionais poderia aspirar) e Médico.

A avaliação seria feita pelos pares e pelo director de serviços. Assim, o médico titular teria de assistir a três sessões de consultas, por ano, dos seus subordinados, verificar o diagnóstico, tratamento e prescrição de todos os pacientes observados. Avaliaria também um portefólio com o registo de todos os doentes a cargo do médico a avaliar, com todos os planos de acção, tratamentos e respectiva análise relativa aos pacientes.

O médico teria de estabelecer, anualmente os seus objectivos: doentes a tratar, a curar, etc.
A morte de qualquer paciente, ainda que por razões alheias à acção médica, seria penalizadora para o clínico, bem como todos os casos de insucesso na cura, ainda que grande parte dos doentes sofresse de doença incurável, ou terminal. Seriam avaliados da mesma forma todos os clínicos, quer a sua especialidade fosse oncologia, nefrologia ou cirurgia estética...

Poder-se-ia estabelecer a analogia completa, mas penso que os nossos 'especialistas' na área da educação não terão dificuldade em levar o exercício até ao fim.

A questão é saber se consideram aceitável o modelo?

Caso a resposta seja afirmativa, então porque não aplicar o mesmo, tão virtuoso, a todas as profissões?

Será???!!!

Já agora...

Poderiam começar a 'experiência' pela Assembleia da República e pelos (des)governantes...

segunda-feira, junho 30, 2008

Joguinhos

CLICKA AQUI NECA!!

quarta-feira, junho 25, 2008

Só as árvores???

sexta-feira, junho 20, 2008

Portal dos Combustiveis

Site

quinta-feira, junho 19, 2008

O Antes e o Agora...

Situação: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas, assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer uma fisga.

Ano 1978: O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.

Ano 2008: A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.



Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas.

Ano 1978: Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.

Ano 2008: A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar, o Correio da Manhãfaz uma capa inteira dedicada ao tema e a TVI insiste em colocar a Moura-Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.



Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas.

Ano 1978: Mandam o Jaime ir falar com o Director e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.

Ano 2008: Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin para combater a hiperactividade. O Jaime parece um Zombie. A comunicação social pressiona o governo para dar um apoio financeiro à escola, devido a ter um aluno incapacitado.



Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai dá-lhe três acoites e um "chega pra lá".

Ano 1978: O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.

Ano 2008: Prendem o pai do Luís por maus tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.



Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar.

Ano 1978: Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.

Ano 2008: A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego.Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas, suicida-se atirando-se de um prédio, caindo sobre um carro. O dono do carro processa os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham a SIC e a TVI que produzem um filme baseado neste caso.



Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado 'chocolate' ao outro.

Ano 1978: Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.

Ano 2008: A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem, dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas e documentários sobre jovens problemáticos e o ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.



Situação: Fazias uma asneira na sala de aula:

Ano 1978: O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'.

Ano 2008: Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.



Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.

Ano 1978: Não se passa nada.

Ano 2008: As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e diarreia.



Situação: O fim das férias.

Ano 1978: Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar.

Ano 2008: Depois de voltar de Cancún, de uma viagem super cansativa, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e incapacidade de viver com o custo de vida tão alto e os salários tão baixos.

A vida ao contrário

'Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente. Começar morto para despachar logo esse assunto. Depois acordar num lar de idosos e sentir-me melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a pensão e começar a trabalhar, receber logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos até ser novo o suficiente para gozar a reforma. Divertir-me, embebedar-me e ser de uma forma geral promíscuo, e depois estar pronto para o liceu. Em seguida a primária, fica-se criança e brinca-se. Não temos responsabilidades e ficamos um bébé até nascermos. Por fim, passamos 9 meses a flutuar num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quartos à descrição e um quarto maior de dia para dia e depois Voila! Acaba com um orgasmo! I rest my case.'


By WOODY ALLEN

quarta-feira, junho 18, 2008

Joke

"Scolari leva Deco para o Chelsea"

E agora, quem é que vai defender os nossos consumidores?

sexta-feira, junho 13, 2008

Palavrões ... by Miguel Esteves Cardoso

"Já me estão a cansar... parem lá com a mania de que digo muitos
palavrões, caralho! Gosto de palavrões! Como gosto de palavras em
geral. Acho-os indispensáveis a quem tenha necessidade de dialogar...
mas dialogar com carácter! O que se não deve é aplicar um bom palavrão
fora do contexto, quando bem aplicado é como uma narrativa aberta, eu
pessoalmente encaro-os na perspectiva literária! Quando se usam
palavrões sem ser com o sentido concreto que têm, é como se
estivéssemos a desinfectá-los, a torná-los decentes, a recuperá-los
para o convívio familiar. Quando um palavrão é usado literalmente, é
repugnante.

Dizer "Tenho uma verruga no caralho" é inadmissível. No entanto, dizer
que a nova decoração adoptada para a CBR 900 não lembra ao "caralho",
não mete nojo a ninguém. Cada vez que um palavrão é utilizado fora do
seu contexto concreto e significado, é como se fosse reabilitado. Dar
nova vida aos palavrões, libertando-os dos constrangimentos
estritamente sexuais ou orgânicos que os sufocam, é simplesmente um
exercício de libertação.
Quando uma esferográfica não escreve num exame de Estruturas "ah a
grande puta... não escreve!", desagrava-se a mulher que se prostitui.

Em Portugal é muito raro usarem-se os palavrões literalmente. É
saudável. Entre amigos, a exortação "Não sejas conas", significa que o
parceiro pode não jogar um caralho de GT2. Nada tem a ver com o calão
utilizado para "vulva", palavra horrenda, que se evita a todo o custo
nas conversas diárias.
Pessoalmente, gosto da expressão "É fodido..." dito com satisfação até
parece que liberta a alma! Do mesmo modo, quando dizemos "Foda-se!", é
raro que a entidade que nos provocou a imprecação seja passível de ser
sexualmente assaltada. Por ex.: quando o Mário Transalpino "descia" os
8 andares para ir á garagem buscar a moto e verificava que se tinha
esquecido de trazer as chaves... "Foda-se"!! não existe nada no
vocabulário que dê tanta paz ao espírito como um tranquilo
"Foda-se...!!". O léxico tem destas coisas, é erudito mas não liberta.
Os palavrões supostamente menos pesados como "chiça" e "porra",
escandalizam-me. São violentos.

Enquanto um pai, ao não conseguir montar um avião da Lego para o
filho, pode suspirar após três quartos de hora, "ai o caralho...", sem
que daí venha grande mal à família, um chiça", sibilino e cheio, pode
instalar o terror. Quando o mesmo pai, recém-chegado do Kit-Market ou
do Aki, perde uma peça para a armação do estendal de roupa e se põe,
de rabo para o ar, a perguntar "onde é que se meteu a puta da
porca...?", está a dignificar tanto as putas como as porcas, como as
que acumulam as duas qualidades.

Se há palavras realmente repugnantes, são as decentes como "vagina",
"prepúcio", "glande", "vulva" e escroto". São palavrões precisamente
porque são demasiadamente inequívocos... para dizer que uma localidade
fica fora de mão, não se pode dizer que "fica na vagina da mãe" ou "no
ânus de Judas". Todas as palavras eruditas soam mais porcas que as
populares e dão menos jeito! Quem é que se atreve a propor expressões
latinas como "fellatio" e "cunnilingus"? Tira a vontade a qualquer um!
Da mesma maneira, "masturbação" é pesado e maçudo, prestando-se pouco
ao diálogo, enquanto o equivalente popular "esgalhar um pessegueiro",
com a ressonância inocente que tem, de um treta que se faz com o
punho, é agradavelmente infantil. Os palavrões são palavras
multifacetadas, muito mais prestáveis e jeitosas do que parecem. É
preciso é imaginação na entoação que se lhes dá. Eu faço o que posso."

sexta-feira, junho 06, 2008

A Globalização Portuguesa

- Se tem um problema para ultrapassar... diz que se vê "grego";
- Se alguma coisa é difícil de compreender... diz que é "chinês";
- Se trabalha de manhã à noite... diz que é um "mouro";
- Se vê uma invenção moderna e mais ou menos inútil... diz que é uma "americanice";
- Se alguém mexe em coisas que não deve... diz que é como o "espanhol";
- Se alguém vive com luxo e ostentação... diz que vive à grande e à "francesa";
- Se alguém faz algo para causar boa impressão aos outros... diz que é só para "inglês ver";
- Se alguém tenta regatear o preço de alguma coisa...diz que é pior que um marroquino";

Mas quando alguém faz merda ou alguma coisa corre mal... diz que é: "À PORTUGUESA"!

quinta-feira, junho 05, 2008

Mobile Popcorns







segunda-feira, junho 02, 2008

Festival Vila Verde - Frases

"Se eu pagar, estrago!"

"Querem frango?"

"Larga o osso!"

Gina - A Anita dos Adultos

Link

sábado, maio 31, 2008

Festival de Tunas de Vila Verde

quinta-feira, maio 29, 2008

Nós...

Para quem nos conhece e também para quem ainda nos irá conhecer.

Afinal o Spider-Man existe...

Joguinhos

Site com jogos

quarta-feira, maio 28, 2008

Evolução dos roubos...

segunda-feira, maio 26, 2008

Penso que só um acordo ortográfico é capaz de não ser suficiente....

TEXTO:

Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola.
Primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.
Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto montanhoso? Ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? Ou cuantas estrofes tem um cuadrado? Ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?
E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os lesiades', q é um livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.
Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes até dam gomitos e a Malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem abitos de leitura e q a Malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???
O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a Malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro. Ah poizé. Tarei a inzajerar?


Estará o moço a inzajerar???????????????????

domingo, maio 25, 2008

Músicas de antigamente

Encontrávamo-nos no ano de 2005 quando se decidiu escolher o Apito Dourado, o futebol como tema (a nossa parte) do XV FITU.
Após uma pesquisa intensiva nos nossos arquivos, encontrámos as músicas e videos desse festival.
Iremos, calmamente e com muita tranquilidade, colocá-los na aldeia global para que possam visualizar/ouvir o que já foi feito por nós.

Mourinho, O Conquistador


A Garagem da Liguinha

sábado, maio 24, 2008

Sócrates - O Imperador?

Senhor "Engenheiro" nós estamos atentos...

Quem quer ser... ?

Mais um vídeo da autoria do Grupo de Jograis Universitários do Minho - Jogralhos

quarta-feira, maio 21, 2008

Violações.

Acabei de ler agora um artigozito na página do SOL. Era referida a suposta violação de uma caloira durante o enterro da gata. Digo suposta não porque ponha em causa a palavra da moça, mas porque me parece melhor. Para condenar o idiota ( se de facto houve violação ) estão aí os tribunais. Mais que a estupidez da situação, já que pensava que entre gente com dois dedos de testa houvessem coisas que não fizessem sentido (violação é uma delas), incomodaram-me os comentários associados. Extrapolar um caso e a partir daí generalizar para uma Academia, ou para o Ensino Superior todo é de mais falta de inteligência que aquela demonstrada pela atitude idiota, cretina, animalesca e incompreensível do pedaço de bosta que originou a notícia. A quem os lê dá a sensação que não há nem houve mais violações neste país, infelizmente. Dá a ideia que a culpa de um estúpido cometer uma acção daquelas é resultado de uma praxe. Que a totalidade da população estudantil é uma cambada de alcoólatras imbecis. Não me preocupa em nada ver um futuro primeiro ministro completamente bêbado a ouvir Jorge Palma. Preocupava-me se ele estivesse a fazer isso e a despachar. Ou dar directrizes políticas ao elenco ministerial. O mesmo é válido para o meu médico de família, advogado, enfermeiro ou o camandro. Não misturem coisas. Preocupante é ver pessoas a falar de realidades que desconhecem. Preocupante é ver outros a falar agora aproveitando uma estupidez, quando se tinham tanto para dizer e se queixar já o deviam ter feito à muito. Preocupante são as palas que parecem ter nos olhos, impedindo-as de ter visão lateral. Preocupante é ver atirar para o meio do problema Tunas, Grupos Académicos, Reitores, etc...

Na minha mais que modesta opinião, preocupante é a estupidez reinante.

Se de facto existiu uma violação, deve ser severamente castigado. Ele. O autor. Que não tem rigorosamente nada a ver com o recinto, os organizadores, os grupos académicos, os estudantes, a reitoria, as cervejeiras, o governo, o papa ou o Sport Lisboa e Benfica. E se fosse possível incutir dois gramas de inteligência na estupidez que por aí grassa. Ah , e umas quantas gramas de tolerância para as fobias reinantes...

terça-feira, maio 20, 2008

Amizade Política

Sócrates é meu amigo, mas sou mais amigo da verdade.







(Aristóteles)

segunda-feira, maio 19, 2008

Aluna violada na Queima de Braga

Uma aluna do curso de Biomédicas da Universidade do Minho foi violada na madrugada de domingo passado por um outro aluno que identificou. A violação terá ocorrido n o recinto da Queima da Fitas, que na academia de Braga é designado por Gatódromo e está instalado em Dume, junto ao estádio municipal.

Segundo a descrição que a própria mãe da vítima - uma caloira, de 18 anos - fez ao JN, a jovem contou que tudo aconteceu junto à barraca de Biomédicas, entre as quatro e as cinco da manhã. A aluna tinha estado ali com amigas e bebera uma ou duas bebidas, quando o colega a puxou para trás da barraca. Ainda pensou que se tratasse de mais uma praxe. Recusou quando o colega tentou convencê-la a manter relações sexuais, mas depois foi dominada pela violência. Ainda gritou, mas de nada lhe valeu. "Foi violada de todas as formas", disse a mãe da jovem.

Cerca das 5.15 horas a aluna ligou à mãe, mas não teve coragem de lhe contar. Foi para a residência de estudantes e deitou-se. No dia seguinte, regressou à Póvoa de Varzim, onde reside. Ficou em casa de uma amiga . Só na terça-feira teve ânimo para ir ao hospital e fazer um rastreio a eventuais doenças sexualmente transmissíveis. Ligou à mãe e contar-lhe que lhe tinha acontecido uma "coisa grave". Depois desabafou. Revoltada, a progenitora decidiu agir e informou-se junto da Associação de Apoio à Vítima (APAV). Apresentou queixa na PSP que encaminhou a jovem para o Instituto de Medicina Legal, onde os exames forenses confirmaram a extrema violência usada na violação.

Desde terça-feira que a jovem está a ser acompanhada por uma psicóloga disponibilizada pela universidade, que já está ao corrente do que aconteceu. PSP e Ministério Público investigam o caso.

in JN

sexta-feira, maio 16, 2008

Tech - HTC

quinta-feira, maio 15, 2008

Que país é este...

... que, exactamente no mesmo dia, faz um maior alarido e demonstra maior preocupação em saber se o Sócrates fuma ou deixa de fumar dentro de um avião, onde vai ele e os seus fiéis engraxadores, do que com o aumento em 0,03€ no preço dos combustíveis???

X-Files

domingo, maio 11, 2008

Jograis no Theatro Circo...

XVIII FITU - 1ª parte



XVIII FITU - 2ª parte



XVIII FITU - 3ª parte

segunda-feira, maio 05, 2008

Secas do Dia

-> Há homens que rapam os pêlos, há outros que os têm pretos, o Demis Roussos.

-> Eu estou vivo, o Rob Zombie.

-> O árbitro expulsa alguns, mas o João Loureiro Ban.

-> Eu não marco passo, o Andomarc. (esta pouca gente percebe) :D

-> O Armando Gama, mas a minha irmã Fana.

-> O Nuno Oliveira chumba os alunos, a Elfrida Ralha.

-> Eu sou bonito, o Orlando Belo.

-> O Nélson não cruza bem a bola, o Tom Cruise.

-> O SG Filtro arranha a garganta, o Português Suave.

-> Eu não coço os tomates, o Opel Corsa.

-> Nas férias vou à praia, o Seat Ibiza.

-> Eu não consigo desaparecer, a Maddie McCann.

(e não pára!!! :D ) 25, ajuda!

Shark Surf

domingo, abril 27, 2008

XVIII FITUA - Aveiro: Frases que ficam...

"Pró Caralho!"

"Olha-me estes cabrões de azul!

"Coelhinhos na parte de trás, coelhões na frente!"

"A garrafa custou 22€. Bebemos duas e apenas porque acabou o stock!"

"Porque mijo contra o vento."

"Estou farto de ser anjo neste festival. É que os anjos não têm sexo."

"E ele é que está de saco cheio."

"Mestrado em Golf-Tenis."

quinta-feira, abril 24, 2008

Enterro da Gata 2008

OLHA AQUI O LINK!!

terça-feira, abril 22, 2008

Emplastro

Hummer no Iraque

segunda-feira, abril 21, 2008

Seca

O que é que uma banana suicida diz?

Macacos me mordam

sexta-feira, abril 18, 2008

Joke

Estava o engenheiro Sócrates em campanha pelo Alentejo, quando se
depara com um alentejano a descansar. Decide então impingir-lhe a
lenga-lenga do seu discurso de campanha. Os dois ficam ali a trocar
palavras, até que Sócrates lhe pergunta:

- Se tivesse que trabalhar para o PCP, quantas horas por dia faria ?
- Para o PCP ? Nem uma.
O engenheiro todo contente - este ao menos não é comuna, pensava para si.
- E para o CDS-PP, quantas horas faria ?
- Bom, para esses talvez umas 3/4 horas diárias.
- E para o PSD?
- Ah, para esses já trabalhava umas 8, vá lá, 10 horas.
- E aqui para o meu PS?
- Oh engenheiro, trabalharia as horas que fossem necessárias. 24 sem parar.
Sócrates ficou impressionado pela dedicação que o homem mostrava.
- Assim é que é, compadre. Esforço e empenho é o que precisamos.
Diga-me já agora, qual é mesmo a sua profissão?
- Sou coveiro.

quarta-feira, abril 16, 2008

Marido VS Mulher

O Marido e a Mulher não se falavam há uns três dias... Entretanto, o homem lembra-se que no dia seguinte terá uma reunião muito cedo no escritório, e como precisava de se levantar cedo resolveu pedir a mulher para acorda-lo, mas para não dar o braço a torcer, em vez de falar, escreve num papel:
- 'Acorde-me às 06 horas da manhã'
No outro dia, levanta-se e quando olha no relógio são 09:30 h. O homem tem um ataque e pensa:
- Filha da p... !!! Estúpida!!! Não me acordou... Nisto olha para a mesa-de-cabeceira e repara num papel no qual está escrito:
- '... São seis horas, levanta-te!!!'

Conclusão: NÃO FIQUE SEM FALAR COM AS MULHERES, elas ganham sempre.

Subida para a Cruz (A3)

Carros e saltos

Kobe bryant

Depois os gajos a fazer em casa...

Mas lembram-se que ele disse... don't try this at home...

A testemunha ocular

Um ladrão entra com uma arma dentro de um banco e exige o dinheiro ao
caixa.

Uma vez com o dinheiro na mão ele volta-se para um cliente e pergunta:
-- Você viu-me a assaltar este banco?
-- Sim, eu vi.

O ladrão dá-lhe um tiro, matando-o instantaneamente.

Depois volta-se para um casal parado a seu lado e pergunta ao homem:
-- Você viu-me a assaltar este banco?
-- Eu não, mas a minha mulher viu.

terça-feira, abril 15, 2008

Mais uma...

Eu digo sempre a verdade!
O Clemente!

sexta-feira, abril 04, 2008

Sua pêga...

Quando eu te encontrar... levar-te-ei para a cama. Deixar-te-ei com uma
enorme sensação de cansaço... Lentamente... far-te-ei sentir arrepios,
far-te-ei suar... profundamente. Irás gemer... até resmungar.
Deixar-te-ei ofegante, atirar-te-ei ao ar, a tua cabeça latejará. Da
cama não conseguirás sair... Quando terminar, ir-me-ei embora... com
todo o meu amor. Até à próxima. ..

Assinado: A Gripe!

quarta-feira, abril 02, 2008

Um pouco de história...

Numa nau, a caminho do Oriente...

"Tu, Pero Coutinho, serras. Tu, Manuel Coelho, pregas. Tu, Nuno da Cunha, envernizas".
Ismael vendo que não lhe atribuíam trabalho, perguntou: "E eu, Fernão Mendes, pinto?"

quarta-feira, março 26, 2008

Governo baixa IVA

Notícia de hoje: "Descida do IVA para 20% em vigor a partir de 1 de Julho"

É bombástica!!! É surpreendente!!! É demagogia política! Tenho que apresentar a minha indignação...

14 de Março de 2007, José Sócrates afirma que quem fala em baixar os impostos demonstra leviandade e irresponsabilidade!

12 dias depois anuncia que o IVA baixa 1%. Andamos a brincar com o país e com o povo. Das duas uma, ou Sócrates não percebe nada de finanças e contas (tal como o Guterres) ou anda a ser muito mal informado. E tanto uma como a outra hipótese deixa-me extremamente preocupado.

O défice parece que desceu... ouvi dizer. Mas estamos muito perto de sermos levados pela pseudo-crise económica que aí vem, e que já começa a dar sinais de presença. E onde não sabemos como será, para quem irá sobrar as despesas, etc. Cometemos um erro semelhante na altura em que se baixou para 16%... Foi exactamente na pior altura porque o estado começou a ficar à rasca.

E tudo piora porque também toda a oposição continua na mesma pasmaceira. Não há ideias, não há soluções e não há alternativa. O PSD que até pedia (de forma camuflada) a descida de impostos, agora que eles vão descer um pouquinho, começou logo a disparar para outros lados, aflito.

Bom, para o cidadão mais distraído, baixar impostos É SEMPRE BOM! E neste caso até deve ser, assim, um pequerruchinho!!! Mas... será que os preços vão baixar mesmo? É que há poucas semanas, baixaram o IVA de 21% para 5% nos ginásios, mas na prática os preços ficaram iguais, dando o lucro às empresas. E 1% nem se nota. Quem vai controlar isso?

Depois, em Julho, estaremos a começar a pensar em eleições, que serão em 2009. Brilhante jogada! E para o povo, que interessa que seja 1%? O que interessa é que baixou!!! Ehehehehe. Vamos festejar! Ahhh... mas Sócrates ainda nos vai surpreender mais, porque até põe a hipótese de ainda baixar mais para o ano. Quando o plano de combate ao défice só terminará em 2010. Está ganho! E nada melhor do que esta decisão, numa altura em que a contestação ao Governo estava a atingir tal ponto que se tornou necessário fazer contra-manifestações e "buscas".

A minha sugestão (que isto não é só protestar) é que o governo criasse um plano de combate às dívidas que o Governo, Câmaras Municipais, Juntas de Freguesias, etc... e que pagassem às pequenas e médias empresas que estão aflitas para garantir emprego e continuar a laborar. Muitas delas de cariz familiar, desesperadas e que há muito tempo que o "estado" não lhes paga. E depois sim, uma descida mais profunda nos impostos para que o povo sinta no bolso. E aí sim, chegar ao estrelato político e pensar, que talvez o Sócrates possa ser Presidente da Comissão Europeia.

Sinto-me desiludido com a política em Portugal.

Joguinho

Jogo

quarta-feira, março 19, 2008

Pensamento do dia

"O maior prazer de um homem inteligente é armar-se em idiota diante de um idiota que se arma em inteligente."

terça-feira, março 18, 2008

O nosso blog levou uma ensaboadela!



O blog do Grupo de Jograis Universitários do Minho - Jogralhos, levou uma ensaboadela de duas matulonas, com grandes mamas e um cuzinho perfeito. Desta forma, obedece a todos os decretos de lei do Governo no que diz respeito à liberdade de expressão e manifestações cívicas.

Esperamos que esta remodelação seja do agrado de todos os visitantes.

Qualquer reclamação, falem com a ASAE.

Cumprimentos,

segunda-feira, março 17, 2008

Talhos

Quem de nós não gosta de um belo bife suculento? Quem de nós nunca foi a um talho? Agora eu pergunto: há necessidade daquela panóplia de cores de cartazes contendo preços promocionais? Há há? Eu acho que não. Não é por causa de um cartaz rosa-choque que eu vou comprar costeletas de novilho a 2,99 euros/Kg. Eu vou comprar porque me apetece e preciso. Cada vez que entro num talho fico ofuscado pelas cores dos cartazes: rosa-choque, verde ou amarelo florescente, tudo serve para chamar a atenção. Os talhos de hoje em dia parecem um arco-íris carnal. Podem fazer algo e acabar com isto? Agradeço...

sábado, março 08, 2008

Príncipes Encantados não existem!!!

Se queres viver o resto da tua vida a acreditar em príncipes encantados, o melhor mesmo é não leres este texto.

O príncipe encantado não existe. É uma farsa. É um mito. Mas não é um mito urbano. É assim… uma coisa mais rural. É que os príncipes encantados que conhecemos das estórias e lendas vivem em castelos, palácios… não vivem em nenhum T2 no centro da capital, ou numa moradia com piscina, jardim e uma churrasqueira onde faz festas com os amigos ou na aldeia de Filhós do Vouga, com os pais, 3 cães, 2 vacas leiteiras e um bezerro. E porque e que só conhecemos príncipes encantados das estórias? Aí está… são estórias. A provar isso basta olharmos atentamente para o que os príncipes encantados fazem nessas estórias.

Normalmente só aparecem no final, e limitam-se a dar duas ou três deixas, aplicam 3 ou 4 vezes a palavra “amor” e beijam a princesa. Ok… sabe beijar. É um bom principio… mas não se sabe mais nada. Quem me garante que este príncipe encantado não é bissexual? Será que deve dinheiro às finanças e anda a pavonear-se de fatos de seda, cavalos alados caríssimos de raça espanhola que são considerados objectos de luxo? Será que “tem outra” lá na terra dele e não é mais do que um sacana para as mulheres? Pouco ou quase nada se sabe, normalmente.

Há também alguns que fazem sua missão, lutar contra o mal. Muito bem… é positivo lutar contra o mal. Nunca sabemos é onde foi ele buscar tantas forças. Talvez tenha estado preso em Custóias durante 10 anos, por tráfego de droga e, depois de cumprir a pena, tornou-se num homem “limpo”. Apreendeu meia dúzia de técnicas de combate com o Navalhas (companheiro de cela) e que fazem as delícias das donzelas princesas.

O normal é vermos nas estórias príncipes encantados que vão resgatar a sua dama. Para já, se viverem na Venezuela tão lixados. Ou metem-se ao caminho pelas florestas atrás dos gajos das FARC ou são amigos do Hugo Chaves. Caso contrário nunca mais a encontram. E o normal é que ela seja objecto de tráfego humano.

Mas quase sempre a encontram, a libertam, beijam-se (depois das deixas e da palavra “amor” 4 vezes) e vivem felizes para sempre no seu castelo. Mas qual castelo? Dele? Dela? Dos pais dele que lhe compraram quando ele acabou o curso? Não se sabe. O normal será este príncipe e princesa, construírem um castelo novo, através de um empréstimo bancário com taxa EURIBOR indexada a 3 meses. É que nas estórias de encantar, mesmo quem tem pais ricos, tem que se desenrascar… Noutras estórias nem sabemos sequer se eles ficam juntos. Quem sabe se ele não hesita em ir morar com ela, porque o pai lhe prometeu que ele seria dono e senhor das suas terras caso ele ficasse no seu castelo?

Mas o facto de pouco se saber sobre o príncipe encantado faz com que tudo fique pouco claro. Nunca sabemos se ele foi vitima de abusos sexuais de um tio, quando era criança. Não sabemos se chumbou algum ano na escola. Que curso tirou. Se a carta para andar a cavalo foi tirada por cunha. Nada… nada sabemos.

Ahhh, mas a mulheres dizem-me:”Mas o príncipe encantado é sempre aquele que nós imaginamos como perfeito, para viver o resto da nossa vida com ele e na sua companhia e protecção”. Dizem-me algumas… porque outras só querem ir para a cama comigo pela pura diversão.

Mas, tudo bem… aceito. Então vamos lá ver: características comuns para o príncipe encantado, dito perfeito, para elas (e para eles também que este blog é para todos):

- Saber beijar: certo… isso qualquer um, com mais ou menos dentes, consegue; Ser romântico, carinhoso, meigo, afectuoso, simpático, bondoso e… já chega de lamechices; Outras preferem homens fortes fisicamente, cabelo giro e um rabo bom para apalpar. Se for loiro e de olhos azuis, melhor. Ser boa pessoa, ter sentido de família, humilde, sincero. Que proteja. Que oiça, escute, acompanhe, aconselhe, apoie, ilumine (trabalhar na EDP também dá jeito por causa do desconto para funcionários). Etc…etc…etc…etc.

Faço a pergunta: “Alguém conhece um homem com estas características todas?
Resposta masculina: “Tirando eu, não estou a ver mais ninguém.
Resposta feminina: “Aiiiii…era tão bom que houvesse.

Pois é! Mas… os príncipes encantados não existem, porque quando os imaginamos, esquecemo-nos de um pequeno detalhe: eles também têm defeitos, tal como todos os seres humanos.

Nunca ouvimos ou lemos ninguém indicar que o príncipe encantado dela(e) tem que ser humilde, simpático, romântico e que saiba cuspir para o chão de forma sensual. Ou que seja loiro,compreensivo, com sentido de família, mas que apenas lave o cabelo 1 vez por mês. Já estou a ver a cena:

Aiiieee… ontem vi um gajo todo bom.” – Mulher A
Onde? Onde?” – Mulher B
No shopping.” – Mulher A
E como era ele?” – Mulher B
Lindo de morrer… Assim alto, forte. Sorriso na cara de orelha ao cabelo, porque ele não tinha a outra orelha. Mancava da perna esquerda dando-lhe um ar sexy. Meti conversa com ele. Ai… era tão gago e dizia tantas asneiras entre as frases que quase tive um orgasmo” – Mulher A

Isto tudo não existe e até causa náuseas, para ser franco.

Príncipes encantados não existem. Não sob a forma como são imaginado nas estórias, nos contos, nas lendas. No assumir básico de que têm que ter determinadas características positivas que agradam às mulheres. E na vida, há que viver, saber, aprender, entender e compreender esses mesmos defeitos. Mas nunca queiram corrigir todos esses defeitos, de um dia para o outro.

Desculpem-me as mulheres, mas os príncipes encantados que vocês procuram têm que ter defeitos. Só assim se valorizam as suas qualidades.

Eu, vou andando por aí… a achar sempre que nunca vou ser príncipe encantado para nenhuma mulher. Resta-me o lugar de Monstro na estória…

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Um aproveitamento...

A Juventude Socialista (JS) lançou uns outdoors em que indica que existem + 6820 estudantes no Ensino Superior, numa clara associação deste número a algo que possam ter realizado.

Mas eu pergunto: que merda é que a JS fez para que este valor subisse?? Quanto muito, foi o Governo ou o Estado Português (politicamente falando). Parece-me um claro aproveitamento de um número em prol da miudagem associada ao poder, que está na moda, é fashion, é tacho e dá um jeitaço para aqueles que são intelectualmente inferiores arranjarem um futuro promissor neste país em cacos.

Além disso, nem referem se este valor aumentou no Público ou no Privado, o que me parece mais grave ainda.

Este número, resulta de um trabalho importante das próprias Universidades. Num esforço destas em conseguir um melhor ensino, os melhores alunos, na divulgação da investigação e no fazer os possíveis para conseguir reparar um orçamento, diminuído, alguns casos, em 7% pelo próprio governo do PS, os paizinhos destes miúdos da JS.

Se este valor foi atingido, deve-se dar crédito apenas às Universidades que aumentaram o seu número de alunos. Foi graças a quem la trabalha e não graças aos miúdos engravatados que pensam que já são gente. E não foi graças ao aumento das propinas.

"O céu a seu dono"

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Falácias na Educação…

A Sr.ª Ministra da Educação diz que apenas se preocupa com a qualidade do ensino…

E porque defende isso, decidiu que passar pelo menos 4 anos a estudar e 1 ano a estagiar não são suficientes para se saber dar aulas (não se sabe porquê, não apresentou estudos sobre o assunto…), e por isso 2 testes de 90 minutos é que decidem se um professor é bom ou não a dar aulas… faz todo o sentido… (ou não!).

E se a qualidade do ensino a preocupa tanto, porque é que decidiu acabar com os tradicionais estágios pedagógicos e substitui-los por algo que de estágio apenas tem o nome?…

Quando estagiei, leccionei cerca de 300 aulas nesse ano, mais as responsbilidades inerentes a duas turmas (reuniões, testes, etc)… Os estágiarios de agora num ano inteiro leccionam pouco mais de 2 dezenas de aulas...

Há comparação? Isto é que é formar professores com qualidade? Queremos que só os melhores possam dar aulas, mas ao mesmo tempo decidimos acabar com uma parte fundamental de todo o processo de formação de um professor???

Hmm… será que é porque… não… não pode ser… estava aqui a pensar se tinha algo a ver com o facto de o meu estágio ter sido remunerado e com direito a subsídio de desemprego, e agora não ser remunerado, e não terem subsídio de desemprego… não pode ser isto… ela apenas se preocupa com a qualidade do ensino, não com o dinheiro…

Ou será que não?…

Com estes estágios poupa-se duplamente: não se paga enquanto se está em estágio, e não se paga no ano seguinte se estiverem no desemprego…

Não era melhor pagar um bocado, mas ter a certeza que os candidatos a professores passavam por um processo de formação necessário? É acabando com os estágios que se garante a qualidade que se quer? (não duvido que os estagiários irão dar em bons professores, mas não à custa destas medidas…). Assim começa mal, mas nada que um exame não possa resolver…

(Uma pergunta: se um professor reprovar neste futuro exame, será que o seu ex-orientador vai ser despedido também? Afinal, foi ele que disse que o professor sabia dar aulas, apenas baseado num ano inteiro de observação…)

Dois exames de 90 minutos garantem uma boa qualidade na educação; um ano de estágio “como deve ser” não o garante…

Isto, Sr.ª Ministra, é que é uma falácia

Nuno Sá

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Graçola

Terminado meu banho, lá estou eu na frente do espelho, comentando com meu marido que acho meus seios pequenos demais.
Ao invés do esperado “imagina, não são não”, ou de uma promessa de cirurgia para aplicação de silicone, ele me vem com uma sugestão insólita:
- Pode parecer estranho, mas eu já vi funcionar… Se quiser aumentar seus seios, pegue todos os dias um pedaço de papel higiênico e esfregue-o entre eles durante alguns segundos.
Aquilo parecia uma brincadeira sem graça, ou uma simpatia sem qualquer fundamento científico.
Mas, disposta a tentar qualquer coisa, pego um pedaço de papel higiênico, fico na frente do espelho e começo a esfregá-lo entre meus seios para ver o resultado da estranha dica!
- Quanto tempo demora para funcionar? - eu pergunto.
- Claro que não é um negócio automático, bem! Eles vão aumentar de tamanho ao longo de alguns anos. - responde meu marido.
Parei e, meio que me sentindo idiota, perguntei:
- Você realmente acha que esfregar um pedaço de papel higiênico entre meus seios todos os dias vai fazer aumentá-los em alguns anos?
Sem hesitar um segundo e às gargalhadas, ele diz:
-Funcionou com o teu traseiro, não funcionou???
O marido encontra-se em coma, respirando através de aparelhos…

Reitor do Minho diz que dinheiro não chega até ao Natal

"15.02.2008, Victor Ferreira

As finanças da Universidade do Minho (UM) estão pelas ruas da amargura. A instituição reclama um aumento de 11,7 por cento no orçamento de 2008, mas, feitas as contas, recebeu apenas mais 2,5 por cento do que em 2007. Faltam, assim, pelo menos cinco milhões de euros nos cofres da academia liderada pelo reitor Guimarães Rodrigues, que diz não ter dinheiro para tudo.
"As projecções apontam para a impossibilidade de a universidade garantir a cobertura das remunerações dos docentes e funcionários até ao final do ano", garantiu ontem Guimarães Rodrigues, durante a apresentação das contas de 2007.
Também o conselho estratégico da UM emitiu, em Julho passado, uma nota de preocupação pelas condições orçamentais. "Em estimativa, não será possível garantir cerca de 70 por cento do subsídio de Natal", confirmou agora o reitor do Minho. Em 2007, a UM foi classificada como "referência internacional" no ensino e na investigação. No mesmo ano, o número de docentes doutorados subiu cinco pontos (são agora 81 por cento) e envolveu-se como parceira do programa MIT Portugal."


(Noticia Publico)

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Apanhado!!!

Novo animal de palco.


sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Funcionalismo Público - Parte 2

Adivinha - Inquérito de Satisfação dos Serviços.
Pergunta: Com que frequência recorre aos Serviços abaixo indicados?
Respostas Possíveis: 1 - Nunca;2 - < 1 vez por mês;3 - 1 a 4 vezes por mês;4 - Todos os dias.

Gráfico:


Descubram onde está a estupidez!!
Nota: Cada barra corresponde ao resultado por Serviço.

P.S. Pode acontecer em qualquer lado.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Funcionalismo Público - Parte 1

Caso: 3 pessoas pediram ao seu superior para não serem elas a realizarem uma formação sobre cálculo de resultados finais através de um algoritmo que cálcula percentis, alegando que eram de "Letras" e que não estavam muito à vontade com "contas".

Conclusão: Não há problema... foi o próprio superior a dar a formação.

Nota: As pessoas que se recusaram a dar formação, serão as mesmas que terão que dar apoio aos formandos quando estes tiverem dúvidas no futuro.

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Funny

Bunny Suicides

terça-feira, dezembro 04, 2007

Jograis na Madeira, a e i o u...

Este fim-de-semana, os Jograis estiveram em 2 locais próximos... um deles foi em Braga, a actuar na Récita do 1º de Dezembro, e o outro foi na Ilha da Madeira (Wood Island)...

- "Trouxemos o Viagra, pra ver se o avião levanta"

segunda-feira, novembro 26, 2007

Jograis on tour @ Coimbra


Este fim-de-semana, os Jograis foram apresentar o XIV Canto da Sereia, organizado pelas lindas e simpáticas Mondeguinas, em Coimbra...

sábado, novembro 17, 2007

Bible Fight

Jogo

terça-feira, novembro 06, 2007

Joke

Um caracol estava parado frente a uma passadeira de rua. Estava escandalizado e boquiaberto a olhar para ela e para o outro lado da rua.

Passado um bocado, chega outro caracol. Olha para ele, para a passadeira e para o outro lado da rua, para tentar perceber porque é que o caracol estava tão escandalizado.

Não percebendo aquele estado no caracol, pergunta-lhe:
- Então, o que é que tens? Não atravessas?

O caracol olha para ele e diz:
- Se a zebra não conseguiu, que probabilidades tenho eu...?

segunda-feira, outubro 29, 2007

Jogo

Jogo

quinta-feira, outubro 25, 2007

Tu porque andas cá meu filho?

Tu porque andas cá meu filho? Porque continuas tu, já com brancas no cabelo e idade para teres juízo, a pisar palcos aparentemente destinados a outros mais jovens e talentosos? Porque teimas em escrever textos, uns razoáveis outros tão maus que não passam do Word? Porque insistes em sair do emprego a correr para ires fazer 100,200, 400 km num fim-de-semana, dormires 5 horas durante o mesmo e pagares para fazer isso? Porque te sujeitas a assobios, interjeições disparatadas, interrupções apalermadas e comentários deslocados?

A resposta óbvia é porque gosto, dá-me um gozo tremendo. Óbvia mas demasiado redundante. Verdadeira mas demasiado vazia. Vou tentar , mas não prometo que consiga, pôr isso num texto. E como sempre disse, não tem de rimar, e a métrica não será a melhor, mas juro-vos que vem do fundo da alma...

Não sei se alguma vez vou conseguir passar a palavras a sensação de estar perante uma plateia que nos aplaude, satisfeita com um dos nossos textos. A mim o palco faz-me falta, dá-me vida, recarrega a alma, preenche vazios, completa sentidos. Não vos consigo transmitir a emoção que é ter de parar de ler a cada quadra para dar oportunidade aos aplausos se escoarem. Nada se compara com o efeito de ter uma Sr.ª com idade para ser minha avó pedir para me dar um beijo, dizendo que há muito não se divertia tanto. Não consigo ficar indiferente a outra senhora que se aproxima de mim e afirma que no ano anterior parecia mais animado, e que me faltou o saltinho na entrada em palco acompanhado do respectivo “Tcharan”. Ou o outro senhor, armado de um dos nossos livros, que me pedia por favor para o assinar, ao mesmo tempo que me contava a história do filho, tuno por vocação, e relembrava os seus próprios tempos de universitário dizendo sentir saudades do espírito reaccionário que via em nós. Ou aquele que vem perguntar porque não lemos um texto que tinha escutado há dois anos, e começa a recitar o início. Aquela criança que se senta no palco a meu lado e mostra o desenho feito, onde estava o pai, a mãe e os amarelos a actuar. Conseguis entender a ansiedade que se instala em mim quando entro pela 1ª vez da noite em palco? O desejo de transmitir alegria e boa disposição disfarçando de humor críticas severas que outros não têm coragem ou vontade de fazer? Ou então sem crítica mas com muita vontade de pôr um sorriso nas caras escondidas pela luz. A tristeza que se segue a uns minutos menos conseguidos em palco? O orgulho de ser convidado para fazer um espectáculo, onde só estivessem os Jogralhos, sem tunas, sem coros. Só nós. A alegria extrema de sair ovacionado do Coliseu em Lisboa? O medo terrível de não conseguir atingir as expectativas criadas? O orgulho que me encheu o peito quando o meu filho vestiu o meu casaco, o meu lenço e pela 1ª vez subiu a um palco comigo. E as horas que eu passei a limpar a baba quando me pede uns dias depois para lhe comprar um livro de anedotas.

Ah, então fazes isso para satisfazer o ego. Sim. Não.

Sabeis o que é chegar a um sítio pela 1ª vez, longe de vossa casa, e serem recebidos como os filhos perdidos? Entendeis o sentimento de regressar a casa numa terra que nunca visitastes? Como vos sentis quando recebeis aquele abraço forte e emocionado de alguém que vos não vê há 3 anos? E que vos tinha visto pela 1ª vez precisamente nessa altura. Há maneira de não chorar quando vem de cima de um palco uma dedicatória a mim em particular? Concebeis o facto de estar mais em casa em muitas aldeias, cidades e vilas por esse país do que em Braga? Conseguem quantificar o sorriso sincero que aquele tuno vos oferece do outro lado da cantina? Sabeis retomar uma conversa, interrompida no ano anterior precisamente no mesmo ponto em que tinha acabado? Sabem a que sabe uma sopa de feijão às 7 da manhã quando acompanhada de um fado e 4 militares da GNR? Como reagiam a uma escultura feita propositadamente para os Jogralhos, oferecida só porque são o que são? Achais bem receber o prémio de tuna mais tuna se nem pandeireta sabemos tocar? Conseguis perceber porque raios um tuno pede para um grupo de boas vozes se calar só porque vai tocar um fado que a minha voz vai assassinar? Tem lógica ouvir uma cidade a gritar “Medicina Allez…”? É normal serem dedicadas tantas músicas aos Amarelos? Faz sentido voltar ano após ano aos mesmos teatros, convidados pelas mesmas pessoas? Merecemos a constante preocupação que nos é devotada sobre o nosso bem-estar? Como raios se fazem bares em balneários e se criam aí cumplicidades que nunca mais se perdem? Sabeis porque carga de água sabe melhor o moscatel nessa altura?

Deixa ver se te percebo, basicamente és Jogral para satisfazeres o ego e te sentires importante. Certo? Claro. Bem, nem por isso. Não.

Há a última e primeira razão de o ser. Se quiserem a única. Aquela que se sobrepõe a todas e é válida per si.

Vós.

Vós irmãos de amarelo, com quem partilhei e ainda partilho parte da vida.

Todos vós sem excepção, desde a 1ª à última geração. Tu Kim. Tu Norby. Tu Póvoa. Tu Maia. Tu Arnaldo. Tu Louro. Tu Lena. Tu Pastilhas. Tu Kaixas. Tu Luke. Tu Mutley. Tu Nico, Tu Nharro. Tu Titi. Tu 25. Tu IP. Tu Mouro. Tu Spirou. Tu Nem. Tu Viagra. Tu Xis. Nunca vos agradeci por serem o que são, o que foram. Sou JOGRAL porque vos amo. Porque o vazio que deixariam em mim se não existísseis seria demasiado grande para preencher. Vós que sois a minha família depois da família. Que sois irmãos, e como irmãos discutimos, arrufamos, embirramos e lutamos. Saímos de casa para a independência mas voltamos sempre para o Natal. Emigramos mas fica sempre a vontade de regressar em Agosto. E quando o fazemos esquecemos as divergências e relembramos com saudade os tempos que já o não são. Vós que estais sempre aí quando preciso. Que fostes sempre os mesmos comigo, concordando ou não. Que estivestes em alguns dos momentos mais marcantes da minha vida. Que aceitais o que sou, pelo que sou. Que não me julgais. Que criticais sempre que é preciso sem me obrigar a reescrever. Que me pondes na cama quando são horas. Que me dais sem nunca pedir.
Que sabeis jogar futebol circular.
Que vos desviais do caminho para me levar a casa. Só vós entendeis o prazer e o orgulho de ser vosso escravo já depois de ser velho. Só vocês entendem um Rodolfo em pleno verão.

Não me preocupa a mediocridade literária deste texto. Nem a lamechice pegada que possa aparentar. Preocupava-me sim o poder morrer amanhã e nunca vos ter dito isto. E dizê-lo alto e em bom som. De forma clara e explícita para que nenhum de vós tenha dúvidas. E aqui, onde todos podem ler porque tenho orgulho de vocês, de nós.
Sou JOGRAL porque vos amo.


por Tilt

quarta-feira, outubro 24, 2007

Joke

Sabem o que é um gajo faz com 365 preservativos usados?
Fácil...
Derrete-os todos, faz um pneu e chama-lhe "Goodyear"!

terça-feira, outubro 23, 2007

Argutator

"Alto. Parem o mundo. O Latim voltou. Vós que sois assíduos participantes das eucaristias tremei. De volta estão os tempos em que passáveis uma hora ou mais a ouvir algo que sendo reverente também era incompreensível. Voltareis a recitar de coração uma ladainha pejada de significado e adoração da qual não percebereis palavra alguma. Bem, eventualmente sabereis o que será Deo Gratias. Mas mais do que isso….

Estou a brincar. Não precisam de parar o mundo. Nem sequer de o abrandar. Mas de facto o latim está de volta. Em muitos mais que um sentido. Vem isto a propósito de…? Perdes-te a cabeça por completo? Pois, eventualmente assim será. Acabo de ler uma crónica de opinião acerca de uma crónica de opinião sobre a qual demasiados opinaram.

Argutator = sofista, aquele que usa argumentos excessivamente inteligentes, Chico-esperto.


É a melhor maneira que tenho para descrever o nada que conheço do Hugo. Atenção que ele poderá ser uma pessoa fantástica, de uma simpatia extrema e com uma personalidade interessantíssima. Não o sei porque o não conheço. Aquilo que eu vejo dele é o que escreveu, mais concretamente duas crónicas que publicou no ComUM. Como tal é extremamente limitado o alcance desta crítica. Não sei se tive de fazer mais esforço a ler a 1ª ou a 2ª. Acontece que num caso como noutro a preponderância de adjectivos é avassaladora. Num caso como noutro resulta num texto pesado, difícil de ler, com um público-alvo muito limitado. Num caso como outro a estrutura é frágil, a linha condutora ténue, o obscurantismo muito, a erudição demasiada qual Nostradamus da nossa academia. Sendo ele estudante de Comunicação Social parece-me que falha na parte de comunicar para a sociedade. Se era um ensaio foi publicada no local errado. Se era uma crónica seria provavelmente bem recebida no Jornal de Letras. É aliás mais parecido com um discurso político, e eis aqui a 2ª vertente do latim ressuscitado. Fala, fala, fala e não diz nada que se entenda….Como eu claro. Tem portanto muito latim. Obviamente a 1ª vertente seria a frase em Latim com que terminou a crónica, isto para os mais exactos que não gostam e passaram para a 2ª sem conhecerem a 1ª.

Começou a crónica por afirmar que não poderia deixar de se referir à crónica anterior. E assim fez ao admitir que tinha sido violenta. E por aí se ficou. Não há mais nenhuma referência a ela. Há isso sim um recorrente capricho em escrever muito para dizer demasiado pouco. Uma tentativa de se envolver numa aura de erudição refugiando-se em citações. Paul Auster, escritor e realizador Norte-americano, também conhece Portugal, não sei se conhece o Hugo, e veio cá filmar um das suas obras, mais precisamente “The Inner Life of Martin Frost”. Veio porque era mais barato filmar cá, metade do preço segundo ele, e temos alguns locais relativamente parecidos com a Carolina do Norte. Mas até os sacos de papel teve de trazer de lá, que cá não há pelos vistos. Somos em tudo terceiro mundistas. Com sorte ainda teremos sido apanhados pela objectiva e seremos parte integrante da obra-prima desse ícone cultural. Mais citações haveriam com certeza para reforçar a sua ideia. Sua do Hugo e do meu amigo Paul. Uma das que gostava de partilhar com o Hugo e vocês, proveniente de um homem rude e pelo qual não nutro particular apreço, é:
“ Mais vale fala rapaz que cala-te rapaz.”
O meu avô encarregou-se de a transmitir ao meu pai, que a passou a mim e que eu agora passo ao mundo. A mim custa-me seguir o conselho, mas tenho a alegria de verificar que não sou o único. A miséria sempre gostou de companhia.

A História está repleta de Austers, e Ghandis e Hitlers e Mussolinis e Einsteins e Guevaras e Lamas e Kants e uma lista de tantos, mas tantos outros que não sou capaz de a escrever. Por pura ignorância minha, por falta de dedicação à causa, por falta de erudição e por tudo mais que vós queirais. De atitudes extremas, de falácias, de erros grosseiros, de assunções perigosas, hipocrisias encapotadas e omissões imperdoáveis. De avanços e recuos. No fundo de tudo que enquanto espécie somos capazes, do melhor e do pior. A arte também, assim como a escrita. E de facto não é para todos. Se é só para os melhores….

Hergé era um artista, Pratt também. No entanto o meu filho de 7 anos consegue ler Tintin e não se perder muito, já Corto Maltese torna-se demasiado pesado para ele. Hugo Torres então é algo que para já ele não consegue passar da 1ª metade da 1ª frase. Vá, vamos ser honestos. O Hugo nunca escreveu a pensar que o meu filho o leria. Pensou que seria para os inovadores e progressistas académicos.

Mas agora que penso nisso a U.M. não é uma escola de Belas Artes. Mas conheço muitos engºs Civis, Informáticos e Industriais nos grupos académicos. Homens e mulheres que dedicaram o seu esforço académico a aprenderem e apreender o que lhes facultaram na universidade, indo muitas vezes mais além dessa fonte por nela notarem falhas ou ainda por pura sede de conhecimento. Capazes de pensar, perspectivar, avançar e muitas vezes com distinção. Capazes também de dançar um corridinho, tocar braguesa, acordeão e cantar Ave-maria. Mas não lhes consigo perdoar por não serem capazes de esquecer a sua vida profissional ou académica para se dedicarem exclusivamente a essa faceta artística e se excederem nas suas performances. Só porque almejam a ser engenheiros, químicos, físicos ou biólogos não quer dizer que se possam descuidar e ter tão medíocres prestações artísticas. Não sabeis cantar, calai-vos. O facto de não aparecer ninguém a cantar melhor que vós, não é desculpa. Não cantais bem? Tocais mal? Escreveis pior? Não o façais. Não, não insistam, se acabam todos os grupos menos aqueles que declamam Caeiros ou apresentam Steinbeck assim sejam. Tenhamos o orgulho suficiente de sermos entendidos e apreciados apenas pela notória minoria de iluminados. Por aqueles poucos predestinados que destrinçam significados escondidos em infindáveis caixas chinesas, tão subtis e elaborados, e simultaneamente claros e reveladores que pasma tornarem-se inatingíveis a alguns intelectos. Sejamos estandartes do dicionário, campeões da adjectivação, cruzados da essencial elaboração poética. Ou não.

Não vos vou dizer porque ainda sou Jogralho, isso são linhas para outro texto, que vos prometo para breve. Vou-vos dizer que não me considero artista, nem tão pouco escritor. Mas também vos digo que ainda penso continuar a sê-lo, apesar de só fazer o melhor que posso. Imperdoável, é certo. Mas ainda terão de nascer muitos Hugos para se juntarem todos e me levarem de lá pela força. E aproveitar para vos dar a melhor definição de arte que ouvi até hoje. Ouvi-a de uma bailarina, há muitos anos. Queria por força que eu fosse dançar com ela. E perante a justificação que dei – Não sei dançar – ela respondeu: claro que sabes. Pegou em mim, num leitor de cassetes (sou mesmo velho não sou?) e fomos para a praia. Pediu-me para fechar os olhos, ouvir a música, e depois deixar o corpo fazer o que queria. Quando acabou a música disse – “Vês como sabes….”. Obviamente não sei dançar, mas a ideia por trás da história é válida. Aquilo que fiz foi dança, nem boa nem má… só dança. Transponham isso para área que quiserem. Uma música cantada pela Azeituna, bem ou mal, é uma manifestação cultural. É Arte. De elevado nível? Não sei. Sei que não trocava uma noite de guitarradas na companhia do Dinga e do Lucas por dois dias de conversa com o Paul Auster. Sei que ter um poema meu, musicado pelo Xico, e ao mesmo tempo ilustrado pela Luísa (se por acaso leres isto Luísa, o teu desenho perdeu-se numa das mudanças. Dava meio mundo e um cavalo para o recuperar. Ou se me pudesses fazer outro….), e que teve o condão de trazer lágrimas aos olhos da Cila quando o ouviu vale mais que uma semana com Saramago. Sei que ter o Mário a cantar no meu casamento a mesma música que ouvi, da mesma voz, no dia que conhecia a mãe dos meus filhos vale mais que um bilhete vitalício para o Royal Carnegie Hall.

Sei que sou mais rico por ter estado e ainda estar no meio de tão maus e acéfalos artistas.


E eis aqui a 3ª e 4ª fase do latim renascido, qual Fénix brilhante. Perdemos o nosso latim, eu contigo, tu comigo."

por Tilt

terça-feira, outubro 16, 2007

Precisa-se!!!

domingo, outubro 14, 2007

Agenda de um Jogralho

Agenda de um Jogralho (de acordo com os últimos boatos):

14:00 – Acordar! Sentir a boca seca da bebedeira do dia anterior e penar pela casa, porque não tem sumo de laranja no frigorífico. Vai ter que beber cerveja.
14:32 – Beber uma cerveja acompanhada com bolachas de água e sal. ÁGUA!!?!?!??
15:02 – Vai ao B.A. (Bar da Associação), comer um hambúrguer e beber uma cerveja.
15:17 – Entra na sala do Grupo e vai à Net ver o mail.
15:45 – Telefona para casa e diz à mãe que está na sala de informática a fazer um trabalho que tem que entregar amanhã. Na verdade, vê gajas nuas na Net e lê o ComUM.
16:30 – Vai até à Universidade ver as gajas boas e beber uma cerveja.
16:44 – Contam-lhe as mais recentes novidades sobre a vida académica. Imagina desde logo, um texto, uma entrada e a próxima noite de copos.
17:30 – Encontra a Olga (bem boa) e conversa um pouco com ela, à medida que lhe vão passando pela cabeça as mais estranhas posições sexuais, possíveis de serem executadas por um humano.
18:23 – Vai para casa com uma cerveja na mão.
18:34 – Ri-se com a mais recente bacorada de George. W. Bush e engasga-se com um pedaço de pão.
19:12 - A Olga liga e diz-lhe que sai com ele esta noite. Mais pensamentos...
20:23 – Arranja um ovo estrelado e um bife com batatas fritas de pacote. Bebe 3 cervejas.
21:39 – Vai até ao B.A. e bebe um chiripiti..... dois..... e uma cerveja.
22:12 – Liga à Olga e diz-lhe que ela está a demorar. Bebe uma cerveja.
23:20 – Vê as gajas a chegar ao BA e bebe mais uma cerveja.
00:12 – Vai jogar matrecos e bebe mais uma cerveja.
00:38 – Chega a Olga.... Pensamentos....
00:39 – Conta a primeira piada e a Olga ri-se.
00:44 – Repara que a Olga, afinal veio com uma amiga gorda.
00:46 – Chama um escravo e dá-lhe uma tarefa: ver-se livre da amiga gorda.
00:55 – Escravo sai com a amiga. Caminho livre e mais pensamentos....
1:12 – Convence a Olga a ir à Discoteca. Vão no carro e apetece-lhe parar noutro sitio. Não o faz porque ela não quer...ainda.
1:43 – 3 horas na fila à espera para entrar. Boca seca, sem beijos nem cerveja.
2:45 - Vê a rapariga com quem esteve no dia anterior. Pensamentos....a três.
3:03 – Aparece um gajo qualquer, todo bêbado, a dizer que os Jograis são repelentes e repugnantes. Bate-lhe... o Jogral, claro, porque é malcriado.
3:56 – Bebe uma cerveja e conta mais umas piadas. A Olga ri-se.
4:23 – Convence a Olga a irem embora. Desvia por um caminho onde não há bófia. Chegados a casa dela, ela diz que está cansada.
4:24 – Ela ri-se... ele conta uma piada, os vidros embaciam.
4:34 – Primeira tentativa frustrada. Ela dá corte (está mesmo cansada). Ele insiste e sobem.
4:56 – XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
5:34 – Adormece. Pensamentos....
8:23 – Acorda e vai-se embora para casa. Boca seca.
8:36 – Chega a casa e deita-se vestido. Boca seca. Adormece! ZZZzzzzz

sexta-feira, outubro 12, 2007

Nova frente de batalha...

O problema não é a opinião... mas a forma como a deram.
Podia-se apenas dizer - "Eu não gostei disto, por isto e aquilo." em vez de dizer "Eu não gostei destes inergúmenos ou desta feia, estúpida e repelente cabaça verde-canela". O problema está na forma... e pela forma demonstrada, foi perdida qualquer razão.

E vai daí... não contentes, junta-se o lobby dos que bem sabem escrever (ou não), aqui.

Resposta do Grupo:
Meu caro Sílvio,

Não quero iniciar uma nova polémica. Outros há muito mais aptos a isso que eu. No entanto deixe-me expressar as minhas ideias acerca desta sua brilhante crónica.:

1 - É curta.

2 – Parece-me que o Snr. tentou com esta peça transmitir a ideia que os anónimos, menos anónimos, quase anónimos e mesmo aqueles que não sendo concordam total ou parcialmente com as ideias expressas por eles estariam a censurar a vossa escrita. Só assim entendo o vazio da crónica e a preocupação de enfatizar o cuidado em não ser apupado, enxovalhado … etc.

3 – Perdoe a repetição do léxico mas parece-me ainda que isso se relaciona com um artigo de opinião publicado aqui sob o título “Incapazes à queima-roupa” da autoria do Snr. Hugo Torres.

4 – Assim sendo, e assumindo eu que os pressupostos estão correctos, permita-me divagar um pouco sobre a sua atitude:

O Snr não é Jornalista não é Cronista. Eventualmente pode ser jornalista ou cronista. O Snr não é Democrata. Eventualmente poderá ser um democrata da nova vaga, daqueles que acham que todos têm o direito de fazer aquilo que o Snr entende. O Snr é um cobarde.
Sinto que já terá disparado os dedos para as teclas, ofendido na sua dignidade, com uma série palavras a brotarem-lhe do cérebro e da alma preparando-se para me demonstrar o quão injusto e infeliz eu fui na escolha de palavras. Argumentará porventura que este tipo de ataques pessoais são típicos dos anti-democratas e que o seu nível quer intelectual quer educacional será demasiado baixo. Terá o Snr direito a essa opinião, e se eu me ficasse por aqui teria toda a razão. Mas peço-lhe que não esquecendo aquilo que me quereria dizer tenha a bondade e paciência para continuar a ler mais umas linhas. Procurarei justificar as duras palavras aplicadas anteriormente.

“O Snr não é Jornalista não é Cronista. Eventualmente pode ser jornalista ou cronista.”

Digo-o porque abre a sua crónica com um erro terrível. Inicia escrevendo, e passo a citar, “Este texto opinativo demonstra uma tremenda preocupação por parte do autor em não ser enxovalhado, apupado, insultado…”. Permita-me lembrar o início do artigo que referi acima, mais uma vez passo a citar “Os grupos culturais da Universidade do Minho são vergonhosos. Uma espécie de dançarinos repugnantes do lixo inconcebível aos três palmos de civilização que a testa, entretanto, plantou. Repelentes. Repelentes porque repugnantes. Desespero inqualificável, inadjectivável.”. Sejamos honestos, se isto não é enxovalhar, insultar ou apupar o que será? E o Snr não é suficientemente jornalista para o reconhecer. Nem sequer é o suficientemente cronista para discorrer sobre o tema refugiando-se na atitude infantil da birra. A sua preocupação única de aceitação é incompatível com a posição de jornalista ou cronista. Mesmo quando esta é, como no caso, irónica. Os destinatários da sua mensagem são tão díspares entre si que nunca conseguirá fazer chegar a nenhum deles o conteúdo total da sua mensagem.

“O Snr não é Democrata. Eventualmente poderá ser um democrata da nova vaga, daqueles que acham que todos têm o direito de fazer aquilo que o Snr entende.”

Desculpe não entender a razão que o leva a pensar que ao abrigo da posição de Opinionmaker ou Cronista se pode livremente achincalhar qualquer pessoa ou instituição e o mesmo não ser válido para quem comenta. Será pela diferença da linguagem empregue? É diferente eu dizer que o Snr é Burro ou o Snr. é um Ruminante Acéfalo ? Não espume ainda. Não era um insulto, era uma tentativa de rapidamente fazer sobressair a ideia. Mas o Snr. Hugo Torres não achincalhou ninguém, dirá. Fará então o favor de me permitir estes excertos: “…A Augustuna e a Azeituna são indizíveis.”, “…que agrupamento absolutamente ridículo são os Opum Dei?” ou “As tunas femininas doem…” ou ainda “…a Tun’Obebes é insuportável…”. Se as linhas que o Snr Hugo Torres produziu têm direito a ser escritas, e nisso perdoará a minha intransigência, também frases como “Quanto ao menino Hugo Torres,e sim menino porque não passa de nada mais do que isso, independentemente da idade que tiver…”
ou “Caro colega, tenho vergonha de ti! Isto é tudo muito bonito, mas só me conseguiste fazer lembrar bebés…” ou ainda “Penso que temos aqui um pseudo muito mau jornalista...a caminhar para um jornalista frustrado!” também com certeza terão. Parecem-me até menos ofensivas, se bem que teria que concordar que serão menos adjectivadas também. Terem a expectativa de publicar conteúdos online, num suporte que permite uma rápida resposta e não esperarem reacções que ocupem todo o espectro possível de respostas das mais variadas proveniências é no mínimo infantil e amador chegando no limite a ser surreal. Esperarem que não haja comentários anónimos entra directamente na mesma categoria. Parece-me que estou a ver o Engº Marques Mendes a fazer uma birra e a exigir que todos os votos sejam assinados para poder saber quem votou nele ou no Engº Sócrates. Se bem que eu não concorde com o anonimato, ele é a base da democracia em que vivemos. Ou é daqueles que assina os votos nas eleições? Aliás, perdoe a indiscrição, já tem idade para votar? Os jornalistas, cronistas e escritores em geral são os primeiros a usar pseudónimos para protegerem a sua identidade, ou para terem a liberdade de abordar diferentes áreas sem serem conotados com outras. É novidade para si isto? Eu não faço ideia se o seu nome de baptismo é Sílvio Mendes ou Jaquelino Fumaça, mas isso não altera em nada as palavras que escreveu. Não me lembro de em nenhum dos comentários alguém ter pedido para se retirar o artigo. Aquilo que o Snr sugere é que não se possa comentar, e pelo que entendi só o preocupam os comentários negativos ou menos abonatórios. Deixe ver se eu entendo, podemos comentar mas só para concordar. Podem opinar porque é uma crónica mas não podem os outros criticar porque passa a ser um ataque pessoal. Esta atitude poderia também ser considerada infantil não fora ela tão fascista no seu âmago. Meu caro Snr. Sílvio, por aqui só posso deduzir que o Snr não sabe o que é a democracia. E não estou a falar da definição do dicionário, que também tenho em casa muitos. “A nossa liberdade acaba quando começa a dos outros”. O Snr está a querer retirar liberdade aos outros, pondo a sua e a dos seus a um nível superior.


“O Snr é um cobarde.”

Apesar de se notar a sua preocupação de fazer uma birra infantil disfarçada de reacção inteligente suportada por um pensamento profundamente filosófico, não consegui ver na sua crónica um argumento válido. Para além do vazio profundo de palavras, o que dependendo da sua escrita pode ou não ser bom, introduz o conceito de “Coitadinhos de nós que não podemos escrever nada. Somo uns incompreendidos e uns injustiçados”. A profunda frase “Tenho opinião muito bem formada acerca das coisas que não existem. E, ainda assim, hesito. A realidade não me interessa muito.”, que não reconheço de nenhum lado e portanto assumo ser da sua autoria, é de tão elevada intelectualidade que um mero leitor de jornais e livros como eu não consegue atingir o significado. O Snr é um cobarde porque está pronto para lançar pedaços de nada ao mundo e espera que eles não façam ricochete e voltem. Porque não quer que opinem sobre opiniões. Porque acha que adjectivos rebuscados permitem a elaboração de conteúdos que não podem ser depois decompostos, analisados e rebatidos. O Snr é um cobarde porque só admite a liberdade de expressão unidireccional, só a quer aplicar quando serve os seus interesses ou não colide com os seus pontos de vista. O Snr não tem a coragem de apontar claramente aqueles que diz serem autores de insultos e difamação, e os levar às devidas instâncias para aí serem obrigados a responder o que seria isso sim uma verdadeira atitude democrática. O Snr não teve a coragem de silenciar as opiniões e comentários com palavras e ideias fundamentadas. Ao invés usa a ausência delas para tentar transmitir uma ideia de pseudo-intelectual demasiado elevado para poder ser entendido.


Parece-me que um artigo cheio de vazios como o seu já originou demasiadas linhas no meu. Deixe-me terminar com um convite. Esta sexta feira os alguns dos Jogralhos vão juntar-se e ter o prazer de saborear um repasto enquanto preparam a temporada que se avizinha. Está desde já convidado para se juntar a nós nessa altura, ou em qualquer outra, e expor as suas opiniões, trocar ideias, rebater argumentos ou pura e simplesmente saborear um coxa de frango assado e uma caneca de cerveja. Faça como os grupos culturais, que por essência e definição não podem existir sem dar a cara ao público

Ah, e se está com algum tipo de receio de comparecer sozinho traga como acompanhante o Snr Hugo Torres.

Isto se para tal tiver coragem claro…
por Luís Vieira

N.d.r: O menino Luís Vieira, por ser uma pessoa sem vastos conhecimentos cultural e informáticos, está impedido de escrever directamente no blog. Por essa razão, eu, que sou o gajo que ainda sabe o que é um bit (que é pretérito do verbo "ber") é que tenho que trabalhar (não... não é praxe)

quinta-feira, outubro 11, 2007

Incapazes à queima-roupa: Vamos lá ver...

Sobre a opinião de Hugo Torres in ComUM... a minha sobre a dele! :)

O puto (por ordem de raciocínio1 já que os Jogralhos - o verdadeiro nome - são apenas "Meninos") pode dar a sua opinião, mas alguém comentar a dele, já é um ataque. Tamanha estupidez!!!

Mas - e esta é para o lobby que se cria à volta dos pseudo-intelectuais, onde se inclui o Menino Hugo - todos podem e devem ter opinião, mas quando a transmitirem e a divulgam tentem ser, pelo menos, JUSTOS!

As palavras utilizadas foram extremamente injustas para aqueles que há muitos anos se dedicam aos grupos académicos. O menino Hugo não deve saber que usamos do nosso precioso tempo, dinheiro e paciência. O menino Hugo não deve saber que praticamente todos os grupos actuam de graça e quando não o fazem têm alguma boa razão. O menino Hugo é muito novinho para se lembrar que durante muitos anos, os grupos não recebiam um único tostão. O menino Hugo é muito egoísta pois esquece-se que para ele ser colunista, opiniomaker, redactor e fundador de jornais e núcleos de estudos e estudantes, também precisou do mesmo tipo de subsídios que agora atira para o ar. O menino Hugo é, por isso, cego, porque o que cuspiu para o ar, também lhe caiu na testa. O menino Hugo pensava que ia para um recital de poemas, música lírica ou teatro abstracto e ficou desiludido.

O menino Hugo foi injusto, inconveniente, irracional, agressivo ao utilizar tais palavras.

Ao menino Hugo, peço desculpa (em nome de todos):
- Por não ter pago bilhete para ver o espectáculo
- Por alguns de nós terem feito alguns bons quilómetros para estarem, gratuitamente e em conjunto a fazer existir algo que ainda faz representar a UM e que.... desculpe o pequeno narcisismo, nos dá um gozo do caraças!!! (Este desabafo não se trata de qualquer analogia sexista.)
- Por os grupos académicos não serem poliglotas, menosprezando assim os seus amigos Erasmus (vê-se que, como não consegue companhia em Portugal, está a tentar a de fora) Bolas... mais uma piada sexista inconveniente!!!
- Por não possuirmos todos os mesmos gostos culturais, as mesmas opiniões e por estarmos em lados opostos da barricada.
- Por não termos o cuidado de, durante os seus "inúmeros" anos na UM, demonstrar correctamente tudo aquilo que fazemos.
- Por não correspondermos às suas expectativas e não estarmos ao seu nível intelectual.
- Por estarmos a representar a UM, incluindo o menino Hugo, e este não se cuidar de nos insultar em vez de nos ajudar a ser melhores, mais à imagem dele próprio.
- Por, porventura, a AAUM não lhe ter transmitido correctamente o cartaz presente. Para isso, reclame junto da defesa do consumidor. Exija a devolução do dinheiro do bilhete que comprou. Não se faz, porra, perdão, caramba!

Seja como for, como foi certamente o seu primeiro sarau cultural, perdão, repelente da UM, já sabe que não se mete noutra. Perdemos um espectador, é pena, mas ganhamos em auto-estima. E não se preocupe, como está no final do curso já não irá pagar mais
propinas e desta forma, não verá o seu rico dinheiro a ser direccionado para repelentes grupos culturais da UM. Pegue no seu dinheirinho e vá ver um bom espectáculo cultural ao Theatro Circo ou compre o mais recente livro de Camus. E depois comente... comente, opine, critique, pois tempo parece ser o que não lhe falta.

Nota: Não coloquei este comentário no dito local, porque isso é alimentar o menino com papas de aveia, enquanto que os seus colegas do infantário fungam de tão ranhosos que estão.

Incapazes à queima-roupa - Direito a resposta

Algures num "pasquim" universitário, alguém com uma lábia prosaica, derreteu em algumas linhas uma opinião negativa sobre a participação dos Grupos Académicos da UM no "Cultiva-te", um sarau de recepção aos caloiros da UM.

Por entre inúmeras injustiças, arrogância e agressividade apresentada, surge o seguinte:
"(...)Ah, Jograis: meninos, não têm piada, não merecem um microfone, quanto mais quatro.(...)"

Para ver o conteúdo completo da narrativa, clique aqui.

Coube (não o legume) ao nosso membro que possuiu o dicionário de adjectivos mais actualizado e também o único que consegue escrever sem utilizar os 'K' e os 'X' uma resposta em jeito de Carta Aberta, que diz o seguinte:
"Ora bem,

Meu caro Hugo Torres, teria V.Excª noção da polémica que iria gerar? Com certeza que no fim de escrever o texto, ao fazer a revisão, pôr as vírgulas e assentos e essas coisas que ultrapassam o comum dos mortais sem o vasto rol de experiência cultural e artística que V.Excª possui, teria de ter consciência que iria originar reacções intensas e apaixonadas. Apaixonadas porque provêm de pessoas que têm paixão pelas suas actividades.Intensas porque a paixão é muita.
Mas penso que me estou a adiantar um bocadinho. Não quero ser acusado de anonimato e por isso, além de ter assinado este comentário, permita-me que o informe que sou membro dos Jogralhos, Grupo de Jograis da Universitários do Minho. Aqui cometeu o seu 1º erro, ao não ser capaz de pelo menos pesquisar o assunto do seu artigo. Mas garanto-lhe que não lhe levo a mal a falta de profissionalismo. O meu longo e vasto rol de experiência literária (também pessoal porque li milhares de livros, e tenho uma biblioteca com mais de dois mil títulos) já me deu a oportunidade de ler coisas bem piores.
Li algures aqui nos comentários uma comparação entre V.Excª e Miguel Esteves Cardoso, e permita-me descansa-lo. Leio MEC desde os tempos do Independente, continuando pelos seus livros fora, e posso-lhe garantir que a sua escrita é completamente diferente. Miguel escreve de forma inteligente e inteligível. É uma leitura agradável, muitas vezes irónica, e construída de forma que o comum dos mortais consegue entender mesmo que por vezes nem todos absorvam o âmago da ideia. Pode V.Excª dormir descansado que a sua escrita não padece dos mesmos males. Sugiro até que faça um favor ao MEC e lhe envie o seu dicionário de adjectivos que presumo seja uma edição revista e aumentada da que ele possui.
Agora que as minhas apresentações estão feitas deixe-me pedir-lhe perdão pela minha escrita. A minha formação é na área de Engenharia e é portanto natural que não tenha o dom natural que V.Excª demonstra. Não serei portanto capaz da riqueza estética, da complexidade estrutural, da capacidade adjectival e do puro virtuosismo que emana das suas teclas. Com certeza que será capaz de me perdoar.
É comummente bradado aos céus e anunciado aos ventos que em Portugal foi instituída uma democracia em 25 de Abril de 1974. É afirmado com orgulho que todos temos o direito de expressar as nossas opiniões se medo de sermos censurados ou castigados. E apesar de este governo se vir a esforçar para que tal passe a ser uma inverdade, continua a ser a minha convicção profunda que essa é a maior das vitórias da revolução dos cravos. Consequentemente o artigo de V.Excª é bem vindo, tal como o são o blog daquela moça que publicou agora um livro (http://atuaamiga.blogs.sapo.pt/) ou aqueles moços com cabeça rapada que removeram com certeza parte do cérebro com o cabelo (http://nazione88.blogspot.com/2007/04/portugal-hammerskins.html).
E tal como esses, são bem vindos não porque seja de um profundo interesse filosófico ou de um conteúdo crucialmente importante. São bem vindos porque demonstram que de facto existe liberdade de expressão em Portugal. E isso sim merece um Deo Gratias da nossa parte. O reverso da medalha é que teremos de suportar os maus blogs, as ideias surrerais e os artigos de opinião disparatados. Na minha mais que modesta opinião é um preço mais que aceitável. Aliás, a liberdade de expressão não tem preço. Além disso, graças a ela podemos depois opinar sobre as opiniões e comentar os comentários.
Já aqui li que teve V.Excª a coragem ou ousadia de pegar num tema polémico. Não me parece que seja necessária muita coragem ou demasiada ousadia para escrever sobre os grupos académicos. Não estando eles nem acima nem abaixo de ninguém não percebo porque teriam de ser afastados das críticas ou dos elogios. E a polémica foi criada pelo artigo, não pelos grupos.
A verdade é que V.Excª discorreu sobre uma série de grupos que bem ou mal se apresentou perante a academia. E do âmago da sua verborreia retenho... nada. Não tento tido a oportunidade de estar presente, e após a leitura nada elucidativa do artigo de V.Excª fico a saber o mesmo que sabia antes. Não sei se os Jogralhos não tiveram piada porque tentaram contar anedotas (e falharam) ou leram um texto cujo conteúdo não era cómico. Não percebo se os microfones eram bons demais, ou se por outro lado o som não chegava em condições à audiência. Fico sem saber se o ritmo de leitura estava deslocado, se o timing das anedotas não foi o melhor ou se pura e simplesmente o texto não valia o papel onde foi impresso. Não sei se a Afonsina interpretou Zé Malhoa ou Mozart. Se as vozes estavam fracas ou os instrumentistas a dormir. Se na Azeituna o pandeireta era uma nódoa ou o bandeira atingiu alguém por acidente. Se acha a Gatuna simpática porque foi assediado por uma delas (Deus me livre e guarde de alguma das Gatunas acharem que isto é a sério) ou antipatiza com a Tunobebes porque recebeu um estalo quando tentava apalpar a solista. Se o TUM levou a cena "A Midnight Summer's Dream" ou declamou "Charneca em Flor" da Florbela Espanca. O Coro cantou "Avé Maria" de Schubert ou "Alibabá" das Doce. Como vê, após a leitura da sua brilhante peça fiquei como estava. Sem saber o que foi bom ou mau. Sei que tenho de parabenizar V.Excª por ter suportado estoicamente todo o espectáculo, pelo que soube a Afonsina foi a última a actuar e ter tido a capacidade de suportar tudo aquilo que descreveu só para no fim poder com justiça e conhecimento de causa criticar a terrível actuação merece desde já o meu aplauso.
Sei também, e corrija-me se estiver errado, que V.Excª do alto dos seus 23 anos, e com o LONGO e pessoal rol de experiências ligadas às artes, tem uma bagagem cultural ímpar que lhe fornece a autoridade moral de grupos com 18 anos de existência (Coro), 15 anos de existência (Jogralhos) ou os 14 anos da Azeituna só para citar alguns exemplos. Penso até que era fundamental disponibilizar esse seu dom aos ingénuos organizadores de eventos por esse país e mundo fora que continuam a cair na asneira de formalizar convites a estes grupos, cometendo na sua inocência o pecado capital de proporcionar a público que continua ano após ano a acorrer a esses eventos as "vergonhosas, repelentes, repugnantes..." actuações desses grupos. Pela minha parte estou disponível para me unir a si nessa justificada e necessária cruzada. Porventura o meu contributo seria ínfimo quando comparado com aquele que a clarividência e objectividade de V.Excª pode fornecer. Mas peço encarecidamente que o considere. Seria pelo menos enriquecedor para mim culturalmente privar com uma figura tão destacada no nosso meio cultural e artístico.
E para melhor o podermos fazer, deixe-me já aqui e à revelia dos restantes membros dos Jogralhos disponibilizar o acesso ao historial do Grupo, aos prémios e menções recebidas, aos recortes de imprensa coleccionados, à listagem de actuações realizadas, aos convites em carteira, aos três livros publicados. Com um bocadinho de persuasão, estou convencido que até conseguiríamos chegar à fala com mais membros do Grupo e ficar a conhecer as dificuldades que possam existir, os seus méritos e virtudes. Os seus sucessos e insucessos. As memórias boas e más. Depois, munidos destas munições, poderíamos de uma maneira muito mais efectiva iniciar a nossa cruzada. Penso até que se quisermos ser metódicos conseguiríamos o mesmo junto de todos os outros grupos desta academia. Não será fácil, mas com a sua eloquência e brilhantismo seremos capazes de aliciar membros por esses grupos fora, transformando-os em fontes de informação e engrossando assim as fileiras do nosso exército.
Deixe-me terminar com uma opinião. Na minha opinião o senhor produziu uma peça fraca, estruturalmente mal concebida e esteticamente má. Ainda na minha opinião o senhor não produziu uma crítica nem um artigo de opinião já que não se deu ao trabalho de fundamentar nada do que escreveu. Na minha opinião o senhor queria dominar os adjectivos, mas acabou por ser dominado por eles. Na minha opinião a peça revela somente um ressentimento muito grande para com grupos académicos e praxes. Na minha opinião o senhor foi injusto, vazio de conteúdos, parco em ideias e farto em ambiguidades. Na minha opinião o senhor deve ter chumbado em algumas das cadeiras mais importantes do seu curso. Na minha opinião, o senhor teve uma produção infeliz, egocêntrica e particularmente rancorosa.

Mas claro, isto é só a minha opinião. E isto de opiniões é como as... quem as tem tem-nas e quem as quer dar dá-las.

Desde já daqui endereço o meu convite para que V.Excª se junte ao jantar de aniversário dos Jogaralhos. Teríamos um prazer enorme em ter tão distinta companhia e aproveitaríamos para corrigir em 1ª mão o aspectos que V.Excª considerar falhas ou menos conseguidos da nossa actuação. Afinal a crítica eleva o artista..." por Luís Vieira

terça-feira, outubro 09, 2007

É como o Vinho do Porto: bêbado!

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