sábado, novembro 17, 2007
terça-feira, novembro 06, 2007
Joke
Um caracol estava parado frente a uma passadeira de rua. Estava escandalizado e boquiaberto a olhar para ela e para o outro lado da rua.
Passado um bocado, chega outro caracol. Olha para ele, para a passadeira e para o outro lado da rua, para tentar perceber porque é que o caracol estava tão escandalizado.
Não percebendo aquele estado no caracol, pergunta-lhe:
- Então, o que é que tens? Não atravessas?
O caracol olha para ele e diz:
- Se a zebra não conseguiu, que probabilidades tenho eu...?
Passado um bocado, chega outro caracol. Olha para ele, para a passadeira e para o outro lado da rua, para tentar perceber porque é que o caracol estava tão escandalizado.
Não percebendo aquele estado no caracol, pergunta-lhe:
- Então, o que é que tens? Não atravessas?
O caracol olha para ele e diz:
- Se a zebra não conseguiu, que probabilidades tenho eu...?
segunda-feira, outubro 29, 2007
quinta-feira, outubro 25, 2007
Tu porque andas cá meu filho?
Tu porque andas cá meu filho? Porque continuas tu, já com brancas no cabelo e idade para teres juízo, a pisar palcos aparentemente destinados a outros mais jovens e talentosos? Porque teimas em escrever textos, uns razoáveis outros tão maus que não passam do Word? Porque insistes em sair do emprego a correr para ires fazer 100,200, 400 km num fim-de-semana, dormires 5 horas durante o mesmo e pagares para fazer isso? Porque te sujeitas a assobios, interjeições disparatadas, interrupções apalermadas e comentários deslocados?
A resposta óbvia é porque gosto, dá-me um gozo tremendo. Óbvia mas demasiado redundante. Verdadeira mas demasiado vazia. Vou tentar , mas não prometo que consiga, pôr isso num texto. E como sempre disse, não tem de rimar, e a métrica não será a melhor, mas juro-vos que vem do fundo da alma...
Não sei se alguma vez vou conseguir passar a palavras a sensação de estar perante uma plateia que nos aplaude, satisfeita com um dos nossos textos. A mim o palco faz-me falta, dá-me vida, recarrega a alma, preenche vazios, completa sentidos. Não vos consigo transmitir a emoção que é ter de parar de ler a cada quadra para dar oportunidade aos aplausos se escoarem. Nada se compara com o efeito de ter uma Sr.ª com idade para ser minha avó pedir para me dar um beijo, dizendo que há muito não se divertia tanto. Não consigo ficar indiferente a outra senhora que se aproxima de mim e afirma que no ano anterior parecia mais animado, e que me faltou o saltinho na entrada em palco acompanhado do respectivo “Tcharan”. Ou o outro senhor, armado de um dos nossos livros, que me pedia por favor para o assinar, ao mesmo tempo que me contava a história do filho, tuno por vocação, e relembrava os seus próprios tempos de universitário dizendo sentir saudades do espírito reaccionário que via em nós. Ou aquele que vem perguntar porque não lemos um texto que tinha escutado há dois anos, e começa a recitar o início. Aquela criança que se senta no palco a meu lado e mostra o desenho feito, onde estava o pai, a mãe e os amarelos a actuar. Conseguis entender a ansiedade que se instala em mim quando entro pela 1ª vez da noite em palco? O desejo de transmitir alegria e boa disposição disfarçando de humor críticas severas que outros não têm coragem ou vontade de fazer? Ou então sem crítica mas com muita vontade de pôr um sorriso nas caras escondidas pela luz. A tristeza que se segue a uns minutos menos conseguidos em palco? O orgulho de ser convidado para fazer um espectáculo, onde só estivessem os Jogralhos, sem tunas, sem coros. Só nós. A alegria extrema de sair ovacionado do Coliseu em Lisboa? O medo terrível de não conseguir atingir as expectativas criadas? O orgulho que me encheu o peito quando o meu filho vestiu o meu casaco, o meu lenço e pela 1ª vez subiu a um palco comigo. E as horas que eu passei a limpar a baba quando me pede uns dias depois para lhe comprar um livro de anedotas.
Sabeis o que é chegar a um sítio pela 1ª vez, longe de vossa casa, e serem recebidos como os filhos perdidos? Entendeis o sentimento de regressar a casa numa terra que nunca visitastes? Como vos sentis quando recebeis aquele abraço forte e emocionado de alguém que vos não vê há 3 anos? E que vos tinha visto pela 1ª vez precisamente nessa altura. Há maneira de não chorar quando vem de cima de um palco uma dedicatória a mim em particular? Concebeis o facto de estar mais em casa em muitas aldeias, cidades e vilas por esse país do que em Braga? Conseguem quantificar o sorriso sincero que aquele tuno vos oferece do outro lado da cantina? Sabeis retomar uma conversa, interrompida no ano anterior precisamente no mesmo ponto em que tinha acabado? Sabem a que sabe uma sopa de feijão às 7 da manhã quando acompanhada de um fado e 4 militares da GNR? Como reagiam a uma escultura feita propositadamente para os Jogralhos, oferecida só porque são o que são? Achais bem receber o prémio de tuna mais tuna se nem pandeireta sabemos tocar? Conseguis perceber porque raios um tuno pede para um grupo de boas vozes se calar só porque vai tocar um fado que a minha voz vai assassinar? Tem lógica ouvir uma cidade a gritar “Medicina Allez…”? É normal serem dedicadas tantas músicas aos Amarelos? Faz sentido voltar ano após ano aos mesmos teatros, convidados pelas mesmas pessoas? Merecemos a constante preocupação que nos é devotada sobre o nosso bem-estar? Como raios se fazem bares em balneários e se criam aí cumplicidades que nunca mais se perdem? Sabeis porque carga de água sabe melhor o moscatel nessa altura?
Deixa ver se te percebo, basicamente és Jogral para satisfazeres o ego e te sentires importante. Certo? Claro. Bem, nem por isso. Não.
Há a última e primeira razão de o ser. Se quiserem a única. Aquela que se sobrepõe a todas e é válida per si.
Vós.
Vós irmãos de amarelo, com quem partilhei e ainda partilho parte da vida.
Todos vós sem excepção, desde a 1ª à última geração. Tu Kim. Tu Norby. Tu Póvoa. Tu Maia. Tu Arnaldo. Tu Louro. Tu Lena. Tu Pastilhas. Tu Kaixas. Tu Luke. Tu Mutley. Tu Nico, Tu Nharro. Tu Titi. Tu 25. Tu IP. Tu Mouro. Tu Spirou. Tu Nem. Tu Viagra. Tu Xis. Nunca vos agradeci por serem o que são, o que foram. Sou JOGRAL porque vos amo. Porque o vazio que deixariam em mim se não existísseis seria demasiado grande para preencher. Vós que sois a minha família depois da família. Que sois irmãos, e como irmãos discutimos, arrufamos, embirramos e lutamos. Saímos de casa para a independência mas voltamos sempre para o Natal. Emigramos mas fica sempre a vontade de regressar em Agosto. E quando o fazemos esquecemos as divergências e relembramos com saudade os tempos que já o não são. Vós que estais sempre aí quando preciso. Que fostes sempre os mesmos comigo, concordando ou não. Que estivestes em alguns dos momentos mais marcantes da minha vida. Que aceitais o que sou, pelo que sou. Que não me julgais. Que criticais sempre que é preciso sem me obrigar a reescrever. Que me pondes na cama quando são horas. Que me dais sem nunca pedir.
Não me preocupa a mediocridade literária deste texto. Nem a lamechice pegada que possa aparentar. Preocupava-me sim o poder morrer amanhã e nunca vos ter dito isto. E dizê-lo alto e em bom som. De forma clara e explícita para que nenhum de vós tenha dúvidas. E aqui, onde todos podem ler porque tenho orgulho de vocês, de nós.
por Tilt
A resposta óbvia é porque gosto, dá-me um gozo tremendo. Óbvia mas demasiado redundante. Verdadeira mas demasiado vazia. Vou tentar , mas não prometo que consiga, pôr isso num texto. E como sempre disse, não tem de rimar, e a métrica não será a melhor, mas juro-vos que vem do fundo da alma...
Não sei se alguma vez vou conseguir passar a palavras a sensação de estar perante uma plateia que nos aplaude, satisfeita com um dos nossos textos. A mim o palco faz-me falta, dá-me vida, recarrega a alma, preenche vazios, completa sentidos. Não vos consigo transmitir a emoção que é ter de parar de ler a cada quadra para dar oportunidade aos aplausos se escoarem. Nada se compara com o efeito de ter uma Sr.ª com idade para ser minha avó pedir para me dar um beijo, dizendo que há muito não se divertia tanto. Não consigo ficar indiferente a outra senhora que se aproxima de mim e afirma que no ano anterior parecia mais animado, e que me faltou o saltinho na entrada em palco acompanhado do respectivo “Tcharan”. Ou o outro senhor, armado de um dos nossos livros, que me pedia por favor para o assinar, ao mesmo tempo que me contava a história do filho, tuno por vocação, e relembrava os seus próprios tempos de universitário dizendo sentir saudades do espírito reaccionário que via em nós. Ou aquele que vem perguntar porque não lemos um texto que tinha escutado há dois anos, e começa a recitar o início. Aquela criança que se senta no palco a meu lado e mostra o desenho feito, onde estava o pai, a mãe e os amarelos a actuar. Conseguis entender a ansiedade que se instala em mim quando entro pela 1ª vez da noite em palco? O desejo de transmitir alegria e boa disposição disfarçando de humor críticas severas que outros não têm coragem ou vontade de fazer? Ou então sem crítica mas com muita vontade de pôr um sorriso nas caras escondidas pela luz. A tristeza que se segue a uns minutos menos conseguidos em palco? O orgulho de ser convidado para fazer um espectáculo, onde só estivessem os Jogralhos, sem tunas, sem coros. Só nós. A alegria extrema de sair ovacionado do Coliseu em Lisboa? O medo terrível de não conseguir atingir as expectativas criadas? O orgulho que me encheu o peito quando o meu filho vestiu o meu casaco, o meu lenço e pela 1ª vez subiu a um palco comigo. E as horas que eu passei a limpar a baba quando me pede uns dias depois para lhe comprar um livro de anedotas.
Ah, então fazes isso para satisfazer o ego. Sim. Não.
Sabeis o que é chegar a um sítio pela 1ª vez, longe de vossa casa, e serem recebidos como os filhos perdidos? Entendeis o sentimento de regressar a casa numa terra que nunca visitastes? Como vos sentis quando recebeis aquele abraço forte e emocionado de alguém que vos não vê há 3 anos? E que vos tinha visto pela 1ª vez precisamente nessa altura. Há maneira de não chorar quando vem de cima de um palco uma dedicatória a mim em particular? Concebeis o facto de estar mais em casa em muitas aldeias, cidades e vilas por esse país do que em Braga? Conseguem quantificar o sorriso sincero que aquele tuno vos oferece do outro lado da cantina? Sabeis retomar uma conversa, interrompida no ano anterior precisamente no mesmo ponto em que tinha acabado? Sabem a que sabe uma sopa de feijão às 7 da manhã quando acompanhada de um fado e 4 militares da GNR? Como reagiam a uma escultura feita propositadamente para os Jogralhos, oferecida só porque são o que são? Achais bem receber o prémio de tuna mais tuna se nem pandeireta sabemos tocar? Conseguis perceber porque raios um tuno pede para um grupo de boas vozes se calar só porque vai tocar um fado que a minha voz vai assassinar? Tem lógica ouvir uma cidade a gritar “Medicina Allez…”? É normal serem dedicadas tantas músicas aos Amarelos? Faz sentido voltar ano após ano aos mesmos teatros, convidados pelas mesmas pessoas? Merecemos a constante preocupação que nos é devotada sobre o nosso bem-estar? Como raios se fazem bares em balneários e se criam aí cumplicidades que nunca mais se perdem? Sabeis porque carga de água sabe melhor o moscatel nessa altura?
Deixa ver se te percebo, basicamente és Jogral para satisfazeres o ego e te sentires importante. Certo? Claro. Bem, nem por isso. Não.
Há a última e primeira razão de o ser. Se quiserem a única. Aquela que se sobrepõe a todas e é válida per si.
Vós.
Vós irmãos de amarelo, com quem partilhei e ainda partilho parte da vida.
Todos vós sem excepção, desde a 1ª à última geração. Tu Kim. Tu Norby. Tu Póvoa. Tu Maia. Tu Arnaldo. Tu Louro. Tu Lena. Tu Pastilhas. Tu Kaixas. Tu Luke. Tu Mutley. Tu Nico, Tu Nharro. Tu Titi. Tu 25. Tu IP. Tu Mouro. Tu Spirou. Tu Nem. Tu Viagra. Tu Xis. Nunca vos agradeci por serem o que são, o que foram. Sou JOGRAL porque vos amo. Porque o vazio que deixariam em mim se não existísseis seria demasiado grande para preencher. Vós que sois a minha família depois da família. Que sois irmãos, e como irmãos discutimos, arrufamos, embirramos e lutamos. Saímos de casa para a independência mas voltamos sempre para o Natal. Emigramos mas fica sempre a vontade de regressar em Agosto. E quando o fazemos esquecemos as divergências e relembramos com saudade os tempos que já o não são. Vós que estais sempre aí quando preciso. Que fostes sempre os mesmos comigo, concordando ou não. Que estivestes em alguns dos momentos mais marcantes da minha vida. Que aceitais o que sou, pelo que sou. Que não me julgais. Que criticais sempre que é preciso sem me obrigar a reescrever. Que me pondes na cama quando são horas. Que me dais sem nunca pedir.
Que sabeis jogar futebol circular.Que vos desviais do caminho para me levar a casa. Só vós entendeis o prazer e o orgulho de ser vosso escravo já depois de ser velho. Só vocês entendem um Rodolfo em pleno verão.
Não me preocupa a mediocridade literária deste texto. Nem a lamechice pegada que possa aparentar. Preocupava-me sim o poder morrer amanhã e nunca vos ter dito isto. E dizê-lo alto e em bom som. De forma clara e explícita para que nenhum de vós tenha dúvidas. E aqui, onde todos podem ler porque tenho orgulho de vocês, de nós.
Sou JOGRAL porque vos amo.
por Tilt
quarta-feira, outubro 24, 2007
Joke
Sabem o que é um gajo faz com 365 preservativos usados?
Fácil...
Derrete-os todos, faz um pneu e chama-lhe "Goodyear"!
Fácil...
Derrete-os todos, faz um pneu e chama-lhe "Goodyear"!
terça-feira, outubro 23, 2007
Argutator
"Alto. Parem o mundo. O Latim voltou. Vós que sois assíduos participantes das eucaristias tremei. De volta estão os tempos em que passáveis uma hora ou mais a ouvir algo que sendo reverente também era incompreensível. Voltareis a recitar de coração uma ladainha pejada de significado e adoração da qual não percebereis palavra alguma. Bem, eventualmente sabereis o que será Deo Gratias. Mas mais do que isso….
Estou a brincar. Não precisam de parar o mundo. Nem sequer de o abrandar. Mas de facto o latim está de volta. Em muitos mais que um sentido. Vem isto a propósito de…? Perdes-te a cabeça por completo? Pois, eventualmente assim será. Acabo de ler uma crónica de opinião acerca de uma crónica de opinião sobre a qual demasiados opinaram.
É a melhor maneira que tenho para descrever o nada que conheço do Hugo. Atenção que ele poderá ser uma pessoa fantástica, de uma simpatia extrema e com uma personalidade interessantíssima. Não o sei porque o não conheço. Aquilo que eu vejo dele é o que escreveu, mais concretamente duas crónicas que publicou no ComUM. Como tal é extremamente limitado o alcance desta crítica. Não sei se tive de fazer mais esforço a ler a 1ª ou a 2ª. Acontece que num caso como noutro a preponderância de adjectivos é avassaladora. Num caso como noutro resulta num texto pesado, difícil de ler, com um público-alvo muito limitado. Num caso como outro a estrutura é frágil, a linha condutora ténue, o obscurantismo muito, a erudição demasiada qual Nostradamus da nossa academia. Sendo ele estudante de Comunicação Social parece-me que falha na parte de comunicar para a sociedade. Se era um ensaio foi publicada no local errado. Se era uma crónica seria provavelmente bem recebida no Jornal de Letras. É aliás mais parecido com um discurso político, e eis aqui a 2ª vertente do latim ressuscitado. Fala, fala, fala e não diz nada que se entenda….Como eu claro. Tem portanto muito latim. Obviamente a 1ª vertente seria a frase em Latim com que terminou a crónica, isto para os mais exactos que não gostam e passaram para a 2ª sem conhecerem a 1ª.
Começou a crónica por afirmar que não poderia deixar de se referir à crónica anterior. E assim fez ao admitir que tinha sido violenta. E por aí se ficou. Não há mais nenhuma referência a ela. Há isso sim um recorrente capricho em escrever muito para dizer demasiado pouco. Uma tentativa de se envolver numa aura de erudição refugiando-se em citações. Paul Auster, escritor e realizador Norte-americano, também conhece Portugal, não sei se conhece o Hugo, e veio cá filmar um das suas obras, mais precisamente “The Inner Life of Martin Frost”. Veio porque era mais barato filmar cá, metade do preço segundo ele, e temos alguns locais relativamente parecidos com a Carolina do Norte. Mas até os sacos de papel teve de trazer de lá, que cá não há pelos vistos. Somos em tudo terceiro mundistas. Com sorte ainda teremos sido apanhados pela objectiva e seremos parte integrante da obra-prima desse ícone cultural. Mais citações haveriam com certeza para reforçar a sua ideia. Sua do Hugo e do meu amigo Paul. Uma das que gostava de partilhar com o Hugo e vocês, proveniente de um homem rude e pelo qual não nutro particular apreço, é:
A História está repleta de Austers, e Ghandis e Hitlers e Mussolinis e Einsteins e Guevaras e Lamas e Kants e uma lista de tantos, mas tantos outros que não sou capaz de a escrever. Por pura ignorância minha, por falta de dedicação à causa, por falta de erudição e por tudo mais que vós queirais. De atitudes extremas, de falácias, de erros grosseiros, de assunções perigosas, hipocrisias encapotadas e omissões imperdoáveis. De avanços e recuos. No fundo de tudo que enquanto espécie somos capazes, do melhor e do pior. A arte também, assim como a escrita. E de facto não é para todos. Se é só para os melhores….
Hergé era um artista, Pratt também. No entanto o meu filho de 7 anos consegue ler Tintin e não se perder muito, já Corto Maltese torna-se demasiado pesado para ele. Hugo Torres então é algo que para já ele não consegue passar da 1ª metade da 1ª frase. Vá, vamos ser honestos. O Hugo nunca escreveu a pensar que o meu filho o leria. Pensou que seria para os inovadores e progressistas académicos.
Mas agora que penso nisso a U.M. não é uma escola de Belas Artes. Mas conheço muitos engºs Civis, Informáticos e Industriais nos grupos académicos. Homens e mulheres que dedicaram o seu esforço académico a aprenderem e apreender o que lhes facultaram na universidade, indo muitas vezes mais além dessa fonte por nela notarem falhas ou ainda por pura sede de conhecimento. Capazes de pensar, perspectivar, avançar e muitas vezes com distinção. Capazes também de dançar um corridinho, tocar braguesa, acordeão e cantar Ave-maria. Mas não lhes consigo perdoar por não serem capazes de esquecer a sua vida profissional ou académica para se dedicarem exclusivamente a essa faceta artística e se excederem nas suas performances. Só porque almejam a ser engenheiros, químicos, físicos ou biólogos não quer dizer que se possam descuidar e ter tão medíocres prestações artísticas. Não sabeis cantar, calai-vos. O facto de não aparecer ninguém a cantar melhor que vós, não é desculpa. Não cantais bem? Tocais mal? Escreveis pior? Não o façais. Não, não insistam, se acabam todos os grupos menos aqueles que declamam Caeiros ou apresentam Steinbeck assim sejam. Tenhamos o orgulho suficiente de sermos entendidos e apreciados apenas pela notória minoria de iluminados. Por aqueles poucos predestinados que destrinçam significados escondidos em infindáveis caixas chinesas, tão subtis e elaborados, e simultaneamente claros e reveladores que pasma tornarem-se inatingíveis a alguns intelectos. Sejamos estandartes do dicionário, campeões da adjectivação, cruzados da essencial elaboração poética. Ou não.
Não vos vou dizer porque ainda sou Jogralho, isso são linhas para outro texto, que vos prometo para breve. Vou-vos dizer que não me considero artista, nem tão pouco escritor. Mas também vos digo que ainda penso continuar a sê-lo, apesar de só fazer o melhor que posso. Imperdoável, é certo. Mas ainda terão de nascer muitos Hugos para se juntarem todos e me levarem de lá pela força. E aproveitar para vos dar a melhor definição de arte que ouvi até hoje. Ouvi-a de uma bailarina, há muitos anos. Queria por força que eu fosse dançar com ela. E perante a justificação que dei – Não sei dançar – ela respondeu: claro que sabes. Pegou em mim, num leitor de cassetes (sou mesmo velho não sou?) e fomos para a praia. Pediu-me para fechar os olhos, ouvir a música, e depois deixar o corpo fazer o que queria. Quando acabou a música disse – “Vês como sabes….”. Obviamente não sei dançar, mas a ideia por trás da história é válida. Aquilo que fiz foi dança, nem boa nem má… só dança. Transponham isso para área que quiserem. Uma música cantada pela Azeituna, bem ou mal, é uma manifestação cultural. É Arte. De elevado nível? Não sei. Sei que não trocava uma noite de guitarradas na companhia do Dinga e do Lucas por dois dias de conversa com o Paul Auster. Sei que ter um poema meu, musicado pelo Xico, e ao mesmo tempo ilustrado pela Luísa (se por acaso leres isto Luísa, o teu desenho perdeu-se numa das mudanças. Dava meio mundo e um cavalo para o recuperar. Ou se me pudesses fazer outro….), e que teve o condão de trazer lágrimas aos olhos da Cila quando o ouviu vale mais que uma semana com Saramago. Sei que ter o Mário a cantar no meu casamento a mesma música que ouvi, da mesma voz, no dia que conhecia a mãe dos meus filhos vale mais que um bilhete vitalício para o Royal Carnegie Hall.
E eis aqui a 3ª e 4ª fase do latim renascido, qual Fénix brilhante. Perdemos o nosso latim, eu contigo, tu comigo."
por Tilt
Estou a brincar. Não precisam de parar o mundo. Nem sequer de o abrandar. Mas de facto o latim está de volta. Em muitos mais que um sentido. Vem isto a propósito de…? Perdes-te a cabeça por completo? Pois, eventualmente assim será. Acabo de ler uma crónica de opinião acerca de uma crónica de opinião sobre a qual demasiados opinaram.
Argutator = sofista, aquele que usa argumentos excessivamente inteligentes, Chico-esperto.
É a melhor maneira que tenho para descrever o nada que conheço do Hugo. Atenção que ele poderá ser uma pessoa fantástica, de uma simpatia extrema e com uma personalidade interessantíssima. Não o sei porque o não conheço. Aquilo que eu vejo dele é o que escreveu, mais concretamente duas crónicas que publicou no ComUM. Como tal é extremamente limitado o alcance desta crítica. Não sei se tive de fazer mais esforço a ler a 1ª ou a 2ª. Acontece que num caso como noutro a preponderância de adjectivos é avassaladora. Num caso como noutro resulta num texto pesado, difícil de ler, com um público-alvo muito limitado. Num caso como outro a estrutura é frágil, a linha condutora ténue, o obscurantismo muito, a erudição demasiada qual Nostradamus da nossa academia. Sendo ele estudante de Comunicação Social parece-me que falha na parte de comunicar para a sociedade. Se era um ensaio foi publicada no local errado. Se era uma crónica seria provavelmente bem recebida no Jornal de Letras. É aliás mais parecido com um discurso político, e eis aqui a 2ª vertente do latim ressuscitado. Fala, fala, fala e não diz nada que se entenda….Como eu claro. Tem portanto muito latim. Obviamente a 1ª vertente seria a frase em Latim com que terminou a crónica, isto para os mais exactos que não gostam e passaram para a 2ª sem conhecerem a 1ª.
Começou a crónica por afirmar que não poderia deixar de se referir à crónica anterior. E assim fez ao admitir que tinha sido violenta. E por aí se ficou. Não há mais nenhuma referência a ela. Há isso sim um recorrente capricho em escrever muito para dizer demasiado pouco. Uma tentativa de se envolver numa aura de erudição refugiando-se em citações. Paul Auster, escritor e realizador Norte-americano, também conhece Portugal, não sei se conhece o Hugo, e veio cá filmar um das suas obras, mais precisamente “The Inner Life of Martin Frost”. Veio porque era mais barato filmar cá, metade do preço segundo ele, e temos alguns locais relativamente parecidos com a Carolina do Norte. Mas até os sacos de papel teve de trazer de lá, que cá não há pelos vistos. Somos em tudo terceiro mundistas. Com sorte ainda teremos sido apanhados pela objectiva e seremos parte integrante da obra-prima desse ícone cultural. Mais citações haveriam com certeza para reforçar a sua ideia. Sua do Hugo e do meu amigo Paul. Uma das que gostava de partilhar com o Hugo e vocês, proveniente de um homem rude e pelo qual não nutro particular apreço, é:
“ Mais vale fala rapaz que cala-te rapaz.”O meu avô encarregou-se de a transmitir ao meu pai, que a passou a mim e que eu agora passo ao mundo. A mim custa-me seguir o conselho, mas tenho a alegria de verificar que não sou o único. A miséria sempre gostou de companhia.
A História está repleta de Austers, e Ghandis e Hitlers e Mussolinis e Einsteins e Guevaras e Lamas e Kants e uma lista de tantos, mas tantos outros que não sou capaz de a escrever. Por pura ignorância minha, por falta de dedicação à causa, por falta de erudição e por tudo mais que vós queirais. De atitudes extremas, de falácias, de erros grosseiros, de assunções perigosas, hipocrisias encapotadas e omissões imperdoáveis. De avanços e recuos. No fundo de tudo que enquanto espécie somos capazes, do melhor e do pior. A arte também, assim como a escrita. E de facto não é para todos. Se é só para os melhores….
Hergé era um artista, Pratt também. No entanto o meu filho de 7 anos consegue ler Tintin e não se perder muito, já Corto Maltese torna-se demasiado pesado para ele. Hugo Torres então é algo que para já ele não consegue passar da 1ª metade da 1ª frase. Vá, vamos ser honestos. O Hugo nunca escreveu a pensar que o meu filho o leria. Pensou que seria para os inovadores e progressistas académicos.
Mas agora que penso nisso a U.M. não é uma escola de Belas Artes. Mas conheço muitos engºs Civis, Informáticos e Industriais nos grupos académicos. Homens e mulheres que dedicaram o seu esforço académico a aprenderem e apreender o que lhes facultaram na universidade, indo muitas vezes mais além dessa fonte por nela notarem falhas ou ainda por pura sede de conhecimento. Capazes de pensar, perspectivar, avançar e muitas vezes com distinção. Capazes também de dançar um corridinho, tocar braguesa, acordeão e cantar Ave-maria. Mas não lhes consigo perdoar por não serem capazes de esquecer a sua vida profissional ou académica para se dedicarem exclusivamente a essa faceta artística e se excederem nas suas performances. Só porque almejam a ser engenheiros, químicos, físicos ou biólogos não quer dizer que se possam descuidar e ter tão medíocres prestações artísticas. Não sabeis cantar, calai-vos. O facto de não aparecer ninguém a cantar melhor que vós, não é desculpa. Não cantais bem? Tocais mal? Escreveis pior? Não o façais. Não, não insistam, se acabam todos os grupos menos aqueles que declamam Caeiros ou apresentam Steinbeck assim sejam. Tenhamos o orgulho suficiente de sermos entendidos e apreciados apenas pela notória minoria de iluminados. Por aqueles poucos predestinados que destrinçam significados escondidos em infindáveis caixas chinesas, tão subtis e elaborados, e simultaneamente claros e reveladores que pasma tornarem-se inatingíveis a alguns intelectos. Sejamos estandartes do dicionário, campeões da adjectivação, cruzados da essencial elaboração poética. Ou não.
Não vos vou dizer porque ainda sou Jogralho, isso são linhas para outro texto, que vos prometo para breve. Vou-vos dizer que não me considero artista, nem tão pouco escritor. Mas também vos digo que ainda penso continuar a sê-lo, apesar de só fazer o melhor que posso. Imperdoável, é certo. Mas ainda terão de nascer muitos Hugos para se juntarem todos e me levarem de lá pela força. E aproveitar para vos dar a melhor definição de arte que ouvi até hoje. Ouvi-a de uma bailarina, há muitos anos. Queria por força que eu fosse dançar com ela. E perante a justificação que dei – Não sei dançar – ela respondeu: claro que sabes. Pegou em mim, num leitor de cassetes (sou mesmo velho não sou?) e fomos para a praia. Pediu-me para fechar os olhos, ouvir a música, e depois deixar o corpo fazer o que queria. Quando acabou a música disse – “Vês como sabes….”. Obviamente não sei dançar, mas a ideia por trás da história é válida. Aquilo que fiz foi dança, nem boa nem má… só dança. Transponham isso para área que quiserem. Uma música cantada pela Azeituna, bem ou mal, é uma manifestação cultural. É Arte. De elevado nível? Não sei. Sei que não trocava uma noite de guitarradas na companhia do Dinga e do Lucas por dois dias de conversa com o Paul Auster. Sei que ter um poema meu, musicado pelo Xico, e ao mesmo tempo ilustrado pela Luísa (se por acaso leres isto Luísa, o teu desenho perdeu-se numa das mudanças. Dava meio mundo e um cavalo para o recuperar. Ou se me pudesses fazer outro….), e que teve o condão de trazer lágrimas aos olhos da Cila quando o ouviu vale mais que uma semana com Saramago. Sei que ter o Mário a cantar no meu casamento a mesma música que ouvi, da mesma voz, no dia que conhecia a mãe dos meus filhos vale mais que um bilhete vitalício para o Royal Carnegie Hall.
Sei que sou mais rico por ter estado e ainda estar no meio de tão maus e acéfalos artistas.
E eis aqui a 3ª e 4ª fase do latim renascido, qual Fénix brilhante. Perdemos o nosso latim, eu contigo, tu comigo."
por Tilt
terça-feira, outubro 16, 2007
domingo, outubro 14, 2007
Agenda de um Jogralho
Agenda de um Jogralho (de acordo com os últimos boatos):
14:00 – Acordar! Sentir a boca seca da bebedeira do dia anterior e penar pela casa, porque não tem sumo de laranja no frigorífico. Vai ter que beber cerveja.
14:32 – Beber uma cerveja acompanhada com bolachas de água e sal. ÁGUA!!?!?!??
15:02 – Vai ao B.A. (Bar da Associação), comer um hambúrguer e beber uma cerveja.
15:17 – Entra na sala do Grupo e vai à Net ver o mail.
15:45 – Telefona para casa e diz à mãe que está na sala de informática a fazer um trabalho que tem que entregar amanhã. Na verdade, vê gajas nuas na Net e lê o ComUM.
16:30 – Vai até à Universidade ver as gajas boas e beber uma cerveja.
16:44 – Contam-lhe as mais recentes novidades sobre a vida académica. Imagina desde logo, um texto, uma entrada e a próxima noite de copos.
17:30 – Encontra a Olga (bem boa) e conversa um pouco com ela, à medida que lhe vão passando pela cabeça as mais estranhas posições sexuais, possíveis de serem executadas por um humano.
18:23 – Vai para casa com uma cerveja na mão.
18:34 – Ri-se com a mais recente bacorada de George. W. Bush e engasga-se com um pedaço de pão.
19:12 - A Olga liga e diz-lhe que sai com ele esta noite. Mais pensamentos...
20:23 – Arranja um ovo estrelado e um bife com batatas fritas de pacote. Bebe 3 cervejas.
21:39 – Vai até ao B.A. e bebe um chiripiti..... dois..... e uma cerveja.
22:12 – Liga à Olga e diz-lhe que ela está a demorar. Bebe uma cerveja.
23:20 – Vê as gajas a chegar ao BA e bebe mais uma cerveja.
00:12 – Vai jogar matrecos e bebe mais uma cerveja.
00:38 – Chega a Olga.... Pensamentos....
00:39 – Conta a primeira piada e a Olga ri-se.
00:44 – Repara que a Olga, afinal veio com uma amiga gorda.
00:46 – Chama um escravo e dá-lhe uma tarefa: ver-se livre da amiga gorda.
00:55 – Escravo sai com a amiga. Caminho livre e mais pensamentos....
1:12 – Convence a Olga a ir à Discoteca. Vão no carro e apetece-lhe parar noutro sitio. Não o faz porque ela não quer...ainda.
1:43 – 3 horas na fila à espera para entrar. Boca seca, sem beijos nem cerveja.
2:45 - Vê a rapariga com quem esteve no dia anterior. Pensamentos....a três.
3:03 – Aparece um gajo qualquer, todo bêbado, a dizer que os Jograis são repelentes e repugnantes. Bate-lhe... o Jogral, claro, porque é malcriado.
3:56 – Bebe uma cerveja e conta mais umas piadas. A Olga ri-se.
4:23 – Convence a Olga a irem embora. Desvia por um caminho onde não há bófia. Chegados a casa dela, ela diz que está cansada.
4:24 – Ela ri-se... ele conta uma piada, os vidros embaciam.
4:34 – Primeira tentativa frustrada. Ela dá corte (está mesmo cansada). Ele insiste e sobem.
4:56 – XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
5:34 – Adormece. Pensamentos....
8:23 – Acorda e vai-se embora para casa. Boca seca.
8:36 – Chega a casa e deita-se vestido. Boca seca. Adormece! ZZZzzzzz
14:00 – Acordar! Sentir a boca seca da bebedeira do dia anterior e penar pela casa, porque não tem sumo de laranja no frigorífico. Vai ter que beber cerveja.
14:32 – Beber uma cerveja acompanhada com bolachas de água e sal. ÁGUA!!?!?!??
15:02 – Vai ao B.A. (Bar da Associação), comer um hambúrguer e beber uma cerveja.
15:17 – Entra na sala do Grupo e vai à Net ver o mail.
15:45 – Telefona para casa e diz à mãe que está na sala de informática a fazer um trabalho que tem que entregar amanhã. Na verdade, vê gajas nuas na Net e lê o ComUM.
16:30 – Vai até à Universidade ver as gajas boas e beber uma cerveja.
16:44 – Contam-lhe as mais recentes novidades sobre a vida académica. Imagina desde logo, um texto, uma entrada e a próxima noite de copos.
17:30 – Encontra a Olga (bem boa) e conversa um pouco com ela, à medida que lhe vão passando pela cabeça as mais estranhas posições sexuais, possíveis de serem executadas por um humano.
18:23 – Vai para casa com uma cerveja na mão.
18:34 – Ri-se com a mais recente bacorada de George. W. Bush e engasga-se com um pedaço de pão.
19:12 - A Olga liga e diz-lhe que sai com ele esta noite. Mais pensamentos...
20:23 – Arranja um ovo estrelado e um bife com batatas fritas de pacote. Bebe 3 cervejas.
21:39 – Vai até ao B.A. e bebe um chiripiti..... dois..... e uma cerveja.
22:12 – Liga à Olga e diz-lhe que ela está a demorar. Bebe uma cerveja.
23:20 – Vê as gajas a chegar ao BA e bebe mais uma cerveja.
00:12 – Vai jogar matrecos e bebe mais uma cerveja.
00:38 – Chega a Olga.... Pensamentos....
00:39 – Conta a primeira piada e a Olga ri-se.
00:44 – Repara que a Olga, afinal veio com uma amiga gorda.
00:46 – Chama um escravo e dá-lhe uma tarefa: ver-se livre da amiga gorda.
00:55 – Escravo sai com a amiga. Caminho livre e mais pensamentos....
1:12 – Convence a Olga a ir à Discoteca. Vão no carro e apetece-lhe parar noutro sitio. Não o faz porque ela não quer...ainda.
1:43 – 3 horas na fila à espera para entrar. Boca seca, sem beijos nem cerveja.
2:45 - Vê a rapariga com quem esteve no dia anterior. Pensamentos....a três.
3:03 – Aparece um gajo qualquer, todo bêbado, a dizer que os Jograis são repelentes e repugnantes. Bate-lhe... o Jogral, claro, porque é malcriado.
3:56 – Bebe uma cerveja e conta mais umas piadas. A Olga ri-se.
4:23 – Convence a Olga a irem embora. Desvia por um caminho onde não há bófia. Chegados a casa dela, ela diz que está cansada.
4:24 – Ela ri-se... ele conta uma piada, os vidros embaciam.
4:34 – Primeira tentativa frustrada. Ela dá corte (está mesmo cansada). Ele insiste e sobem.
4:56 – XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
5:34 – Adormece. Pensamentos....
8:23 – Acorda e vai-se embora para casa. Boca seca.
8:36 – Chega a casa e deita-se vestido. Boca seca. Adormece! ZZZzzzzz
sexta-feira, outubro 12, 2007
Nova frente de batalha...
O problema não é a opinião... mas a forma como a deram.
Podia-se apenas dizer - "Eu não gostei disto, por isto e aquilo." em vez de dizer "Eu não gostei destes inergúmenos ou desta feia, estúpida e repelente cabaça verde-canela". O problema está na forma... e pela forma demonstrada, foi perdida qualquer razão.
E vai daí... não contentes, junta-se o lobby dos que bem sabem escrever (ou não), aqui.
Resposta do Grupo:
Meu caro Sílvio,
Não quero iniciar uma nova polémica. Outros há muito mais aptos a isso que eu. No entanto deixe-me expressar as minhas ideias acerca desta sua brilhante crónica.:
1 - É curta.
2 – Parece-me que o Snr. tentou com esta peça transmitir a ideia que os anónimos, menos anónimos, quase anónimos e mesmo aqueles que não sendo concordam total ou parcialmente com as ideias expressas por eles estariam a censurar a vossa escrita. Só assim entendo o vazio da crónica e a preocupação de enfatizar o cuidado em não ser apupado, enxovalhado … etc.
3 – Perdoe a repetição do léxico mas parece-me ainda que isso se relaciona com um artigo de opinião publicado aqui sob o título “Incapazes à queima-roupa” da autoria do Snr. Hugo Torres.
4 – Assim sendo, e assumindo eu que os pressupostos estão correctos, permita-me divagar um pouco sobre a sua atitude:
O Snr não é Jornalista não é Cronista. Eventualmente pode ser jornalista ou cronista. O Snr não é Democrata. Eventualmente poderá ser um democrata da nova vaga, daqueles que acham que todos têm o direito de fazer aquilo que o Snr entende. O Snr é um cobarde.
Sinto que já terá disparado os dedos para as teclas, ofendido na sua dignidade, com uma série palavras a brotarem-lhe do cérebro e da alma preparando-se para me demonstrar o quão injusto e infeliz eu fui na escolha de palavras. Argumentará porventura que este tipo de ataques pessoais são típicos dos anti-democratas e que o seu nível quer intelectual quer educacional será demasiado baixo. Terá o Snr direito a essa opinião, e se eu me ficasse por aqui teria toda a razão. Mas peço-lhe que não esquecendo aquilo que me quereria dizer tenha a bondade e paciência para continuar a ler mais umas linhas. Procurarei justificar as duras palavras aplicadas anteriormente.
“O Snr não é Jornalista não é Cronista. Eventualmente pode ser jornalista ou cronista.”
Digo-o porque abre a sua crónica com um erro terrível. Inicia escrevendo, e passo a citar, “Este texto opinativo demonstra uma tremenda preocupação por parte do autor em não ser enxovalhado, apupado, insultado…”. Permita-me lembrar o início do artigo que referi acima, mais uma vez passo a citar “Os grupos culturais da Universidade do Minho são vergonhosos. Uma espécie de dançarinos repugnantes do lixo inconcebível aos três palmos de civilização que a testa, entretanto, plantou. Repelentes. Repelentes porque repugnantes. Desespero inqualificável, inadjectivável.”. Sejamos honestos, se isto não é enxovalhar, insultar ou apupar o que será? E o Snr não é suficientemente jornalista para o reconhecer. Nem sequer é o suficientemente cronista para discorrer sobre o tema refugiando-se na atitude infantil da birra. A sua preocupação única de aceitação é incompatível com a posição de jornalista ou cronista. Mesmo quando esta é, como no caso, irónica. Os destinatários da sua mensagem são tão díspares entre si que nunca conseguirá fazer chegar a nenhum deles o conteúdo total da sua mensagem.
“O Snr não é Democrata. Eventualmente poderá ser um democrata da nova vaga, daqueles que acham que todos têm o direito de fazer aquilo que o Snr entende.”
Desculpe não entender a razão que o leva a pensar que ao abrigo da posição de Opinionmaker ou Cronista se pode livremente achincalhar qualquer pessoa ou instituição e o mesmo não ser válido para quem comenta. Será pela diferença da linguagem empregue? É diferente eu dizer que o Snr é Burro ou o Snr. é um Ruminante Acéfalo ? Não espume ainda. Não era um insulto, era uma tentativa de rapidamente fazer sobressair a ideia. Mas o Snr. Hugo Torres não achincalhou ninguém, dirá. Fará então o favor de me permitir estes excertos: “…A Augustuna e a Azeituna são indizíveis.”, “…que agrupamento absolutamente ridículo são os Opum Dei?” ou “As tunas femininas doem…” ou ainda “…a Tun’Obebes é insuportável…”. Se as linhas que o Snr Hugo Torres produziu têm direito a ser escritas, e nisso perdoará a minha intransigência, também frases como “Quanto ao menino Hugo Torres,e sim menino porque não passa de nada mais do que isso, independentemente da idade que tiver…”
ou “Caro colega, tenho vergonha de ti! Isto é tudo muito bonito, mas só me conseguiste fazer lembrar bebés…” ou ainda “Penso que temos aqui um pseudo muito mau jornalista...a caminhar para um jornalista frustrado!” também com certeza terão. Parecem-me até menos ofensivas, se bem que teria que concordar que serão menos adjectivadas também. Terem a expectativa de publicar conteúdos online, num suporte que permite uma rápida resposta e não esperarem reacções que ocupem todo o espectro possível de respostas das mais variadas proveniências é no mínimo infantil e amador chegando no limite a ser surreal. Esperarem que não haja comentários anónimos entra directamente na mesma categoria. Parece-me que estou a ver o Engº Marques Mendes a fazer uma birra e a exigir que todos os votos sejam assinados para poder saber quem votou nele ou no Engº Sócrates. Se bem que eu não concorde com o anonimato, ele é a base da democracia em que vivemos. Ou é daqueles que assina os votos nas eleições? Aliás, perdoe a indiscrição, já tem idade para votar? Os jornalistas, cronistas e escritores em geral são os primeiros a usar pseudónimos para protegerem a sua identidade, ou para terem a liberdade de abordar diferentes áreas sem serem conotados com outras. É novidade para si isto? Eu não faço ideia se o seu nome de baptismo é Sílvio Mendes ou Jaquelino Fumaça, mas isso não altera em nada as palavras que escreveu. Não me lembro de em nenhum dos comentários alguém ter pedido para se retirar o artigo. Aquilo que o Snr sugere é que não se possa comentar, e pelo que entendi só o preocupam os comentários negativos ou menos abonatórios. Deixe ver se eu entendo, podemos comentar mas só para concordar. Podem opinar porque é uma crónica mas não podem os outros criticar porque passa a ser um ataque pessoal. Esta atitude poderia também ser considerada infantil não fora ela tão fascista no seu âmago. Meu caro Snr. Sílvio, por aqui só posso deduzir que o Snr não sabe o que é a democracia. E não estou a falar da definição do dicionário, que também tenho em casa muitos. “A nossa liberdade acaba quando começa a dos outros”. O Snr está a querer retirar liberdade aos outros, pondo a sua e a dos seus a um nível superior.
“O Snr é um cobarde.”
Apesar de se notar a sua preocupação de fazer uma birra infantil disfarçada de reacção inteligente suportada por um pensamento profundamente filosófico, não consegui ver na sua crónica um argumento válido. Para além do vazio profundo de palavras, o que dependendo da sua escrita pode ou não ser bom, introduz o conceito de “Coitadinhos de nós que não podemos escrever nada. Somo uns incompreendidos e uns injustiçados”. A profunda frase “Tenho opinião muito bem formada acerca das coisas que não existem. E, ainda assim, hesito. A realidade não me interessa muito.”, que não reconheço de nenhum lado e portanto assumo ser da sua autoria, é de tão elevada intelectualidade que um mero leitor de jornais e livros como eu não consegue atingir o significado. O Snr é um cobarde porque está pronto para lançar pedaços de nada ao mundo e espera que eles não façam ricochete e voltem. Porque não quer que opinem sobre opiniões. Porque acha que adjectivos rebuscados permitem a elaboração de conteúdos que não podem ser depois decompostos, analisados e rebatidos. O Snr é um cobarde porque só admite a liberdade de expressão unidireccional, só a quer aplicar quando serve os seus interesses ou não colide com os seus pontos de vista. O Snr não tem a coragem de apontar claramente aqueles que diz serem autores de insultos e difamação, e os levar às devidas instâncias para aí serem obrigados a responder o que seria isso sim uma verdadeira atitude democrática. O Snr não teve a coragem de silenciar as opiniões e comentários com palavras e ideias fundamentadas. Ao invés usa a ausência delas para tentar transmitir uma ideia de pseudo-intelectual demasiado elevado para poder ser entendido.
Parece-me que um artigo cheio de vazios como o seu já originou demasiadas linhas no meu. Deixe-me terminar com um convite. Esta sexta feira os alguns dos Jogralhos vão juntar-se e ter o prazer de saborear um repasto enquanto preparam a temporada que se avizinha. Está desde já convidado para se juntar a nós nessa altura, ou em qualquer outra, e expor as suas opiniões, trocar ideias, rebater argumentos ou pura e simplesmente saborear um coxa de frango assado e uma caneca de cerveja. Faça como os grupos culturais, que por essência e definição não podem existir sem dar a cara ao público
Ah, e se está com algum tipo de receio de comparecer sozinho traga como acompanhante o Snr Hugo Torres.
Isto se para tal tiver coragem claro… por Luís Vieira
N.d.r: O menino Luís Vieira, por ser uma pessoa sem vastos conhecimentos cultural e informáticos, está impedido de escrever directamente no blog. Por essa razão, eu, que sou o gajo que ainda sabe o que é um bit (que é pretérito do verbo "ber") é que tenho que trabalhar (não... não é praxe)
Podia-se apenas dizer - "Eu não gostei disto, por isto e aquilo." em vez de dizer "Eu não gostei destes inergúmenos ou desta feia, estúpida e repelente cabaça verde-canela". O problema está na forma... e pela forma demonstrada, foi perdida qualquer razão.
E vai daí... não contentes, junta-se o lobby dos que bem sabem escrever (ou não), aqui.
Resposta do Grupo:
Meu caro Sílvio,
Não quero iniciar uma nova polémica. Outros há muito mais aptos a isso que eu. No entanto deixe-me expressar as minhas ideias acerca desta sua brilhante crónica.:
1 - É curta.
2 – Parece-me que o Snr. tentou com esta peça transmitir a ideia que os anónimos, menos anónimos, quase anónimos e mesmo aqueles que não sendo concordam total ou parcialmente com as ideias expressas por eles estariam a censurar a vossa escrita. Só assim entendo o vazio da crónica e a preocupação de enfatizar o cuidado em não ser apupado, enxovalhado … etc.
3 – Perdoe a repetição do léxico mas parece-me ainda que isso se relaciona com um artigo de opinião publicado aqui sob o título “Incapazes à queima-roupa” da autoria do Snr. Hugo Torres.
4 – Assim sendo, e assumindo eu que os pressupostos estão correctos, permita-me divagar um pouco sobre a sua atitude:
O Snr não é Jornalista não é Cronista. Eventualmente pode ser jornalista ou cronista. O Snr não é Democrata. Eventualmente poderá ser um democrata da nova vaga, daqueles que acham que todos têm o direito de fazer aquilo que o Snr entende. O Snr é um cobarde.
Sinto que já terá disparado os dedos para as teclas, ofendido na sua dignidade, com uma série palavras a brotarem-lhe do cérebro e da alma preparando-se para me demonstrar o quão injusto e infeliz eu fui na escolha de palavras. Argumentará porventura que este tipo de ataques pessoais são típicos dos anti-democratas e que o seu nível quer intelectual quer educacional será demasiado baixo. Terá o Snr direito a essa opinião, e se eu me ficasse por aqui teria toda a razão. Mas peço-lhe que não esquecendo aquilo que me quereria dizer tenha a bondade e paciência para continuar a ler mais umas linhas. Procurarei justificar as duras palavras aplicadas anteriormente.
“O Snr não é Jornalista não é Cronista. Eventualmente pode ser jornalista ou cronista.”
Digo-o porque abre a sua crónica com um erro terrível. Inicia escrevendo, e passo a citar, “Este texto opinativo demonstra uma tremenda preocupação por parte do autor em não ser enxovalhado, apupado, insultado…”. Permita-me lembrar o início do artigo que referi acima, mais uma vez passo a citar “Os grupos culturais da Universidade do Minho são vergonhosos. Uma espécie de dançarinos repugnantes do lixo inconcebível aos três palmos de civilização que a testa, entretanto, plantou. Repelentes. Repelentes porque repugnantes. Desespero inqualificável, inadjectivável.”. Sejamos honestos, se isto não é enxovalhar, insultar ou apupar o que será? E o Snr não é suficientemente jornalista para o reconhecer. Nem sequer é o suficientemente cronista para discorrer sobre o tema refugiando-se na atitude infantil da birra. A sua preocupação única de aceitação é incompatível com a posição de jornalista ou cronista. Mesmo quando esta é, como no caso, irónica. Os destinatários da sua mensagem são tão díspares entre si que nunca conseguirá fazer chegar a nenhum deles o conteúdo total da sua mensagem.
“O Snr não é Democrata. Eventualmente poderá ser um democrata da nova vaga, daqueles que acham que todos têm o direito de fazer aquilo que o Snr entende.”
Desculpe não entender a razão que o leva a pensar que ao abrigo da posição de Opinionmaker ou Cronista se pode livremente achincalhar qualquer pessoa ou instituição e o mesmo não ser válido para quem comenta. Será pela diferença da linguagem empregue? É diferente eu dizer que o Snr é Burro ou o Snr. é um Ruminante Acéfalo ? Não espume ainda. Não era um insulto, era uma tentativa de rapidamente fazer sobressair a ideia. Mas o Snr. Hugo Torres não achincalhou ninguém, dirá. Fará então o favor de me permitir estes excertos: “…A Augustuna e a Azeituna são indizíveis.”, “…que agrupamento absolutamente ridículo são os Opum Dei?” ou “As tunas femininas doem…” ou ainda “…a Tun’Obebes é insuportável…”. Se as linhas que o Snr Hugo Torres produziu têm direito a ser escritas, e nisso perdoará a minha intransigência, também frases como “Quanto ao menino Hugo Torres,e sim menino porque não passa de nada mais do que isso, independentemente da idade que tiver…”
ou “Caro colega, tenho vergonha de ti! Isto é tudo muito bonito, mas só me conseguiste fazer lembrar bebés…” ou ainda “Penso que temos aqui um pseudo muito mau jornalista...a caminhar para um jornalista frustrado!” também com certeza terão. Parecem-me até menos ofensivas, se bem que teria que concordar que serão menos adjectivadas também. Terem a expectativa de publicar conteúdos online, num suporte que permite uma rápida resposta e não esperarem reacções que ocupem todo o espectro possível de respostas das mais variadas proveniências é no mínimo infantil e amador chegando no limite a ser surreal. Esperarem que não haja comentários anónimos entra directamente na mesma categoria. Parece-me que estou a ver o Engº Marques Mendes a fazer uma birra e a exigir que todos os votos sejam assinados para poder saber quem votou nele ou no Engº Sócrates. Se bem que eu não concorde com o anonimato, ele é a base da democracia em que vivemos. Ou é daqueles que assina os votos nas eleições? Aliás, perdoe a indiscrição, já tem idade para votar? Os jornalistas, cronistas e escritores em geral são os primeiros a usar pseudónimos para protegerem a sua identidade, ou para terem a liberdade de abordar diferentes áreas sem serem conotados com outras. É novidade para si isto? Eu não faço ideia se o seu nome de baptismo é Sílvio Mendes ou Jaquelino Fumaça, mas isso não altera em nada as palavras que escreveu. Não me lembro de em nenhum dos comentários alguém ter pedido para se retirar o artigo. Aquilo que o Snr sugere é que não se possa comentar, e pelo que entendi só o preocupam os comentários negativos ou menos abonatórios. Deixe ver se eu entendo, podemos comentar mas só para concordar. Podem opinar porque é uma crónica mas não podem os outros criticar porque passa a ser um ataque pessoal. Esta atitude poderia também ser considerada infantil não fora ela tão fascista no seu âmago. Meu caro Snr. Sílvio, por aqui só posso deduzir que o Snr não sabe o que é a democracia. E não estou a falar da definição do dicionário, que também tenho em casa muitos. “A nossa liberdade acaba quando começa a dos outros”. O Snr está a querer retirar liberdade aos outros, pondo a sua e a dos seus a um nível superior.
“O Snr é um cobarde.”
Apesar de se notar a sua preocupação de fazer uma birra infantil disfarçada de reacção inteligente suportada por um pensamento profundamente filosófico, não consegui ver na sua crónica um argumento válido. Para além do vazio profundo de palavras, o que dependendo da sua escrita pode ou não ser bom, introduz o conceito de “Coitadinhos de nós que não podemos escrever nada. Somo uns incompreendidos e uns injustiçados”. A profunda frase “Tenho opinião muito bem formada acerca das coisas que não existem. E, ainda assim, hesito. A realidade não me interessa muito.”, que não reconheço de nenhum lado e portanto assumo ser da sua autoria, é de tão elevada intelectualidade que um mero leitor de jornais e livros como eu não consegue atingir o significado. O Snr é um cobarde porque está pronto para lançar pedaços de nada ao mundo e espera que eles não façam ricochete e voltem. Porque não quer que opinem sobre opiniões. Porque acha que adjectivos rebuscados permitem a elaboração de conteúdos que não podem ser depois decompostos, analisados e rebatidos. O Snr é um cobarde porque só admite a liberdade de expressão unidireccional, só a quer aplicar quando serve os seus interesses ou não colide com os seus pontos de vista. O Snr não tem a coragem de apontar claramente aqueles que diz serem autores de insultos e difamação, e os levar às devidas instâncias para aí serem obrigados a responder o que seria isso sim uma verdadeira atitude democrática. O Snr não teve a coragem de silenciar as opiniões e comentários com palavras e ideias fundamentadas. Ao invés usa a ausência delas para tentar transmitir uma ideia de pseudo-intelectual demasiado elevado para poder ser entendido.
Parece-me que um artigo cheio de vazios como o seu já originou demasiadas linhas no meu. Deixe-me terminar com um convite. Esta sexta feira os alguns dos Jogralhos vão juntar-se e ter o prazer de saborear um repasto enquanto preparam a temporada que se avizinha. Está desde já convidado para se juntar a nós nessa altura, ou em qualquer outra, e expor as suas opiniões, trocar ideias, rebater argumentos ou pura e simplesmente saborear um coxa de frango assado e uma caneca de cerveja. Faça como os grupos culturais, que por essência e definição não podem existir sem dar a cara ao público
Ah, e se está com algum tipo de receio de comparecer sozinho traga como acompanhante o Snr Hugo Torres.
Isto se para tal tiver coragem claro… por Luís Vieira
N.d.r: O menino Luís Vieira, por ser uma pessoa sem vastos conhecimentos cultural e informáticos, está impedido de escrever directamente no blog. Por essa razão, eu, que sou o gajo que ainda sabe o que é um bit (que é pretérito do verbo "ber") é que tenho que trabalhar (não... não é praxe)
quinta-feira, outubro 11, 2007
Incapazes à queima-roupa: Vamos lá ver...
Sobre a opinião de Hugo Torres in ComUM... a minha sobre a dele! :)
O puto (por ordem de raciocínio1 já que os Jogralhos - o verdadeiro nome - são apenas "Meninos") pode dar a sua opinião, mas alguém comentar a dele, já é um ataque. Tamanha estupidez!!!
Mas - e esta é para o lobby que se cria à volta dos pseudo-intelectuais, onde se inclui o Menino Hugo - todos podem e devem ter opinião, mas quando a transmitirem e a divulgam tentem ser, pelo menos, JUSTOS!
As palavras utilizadas foram extremamente injustas para aqueles que há muitos anos se dedicam aos grupos académicos. O menino Hugo não deve saber que usamos do nosso precioso tempo, dinheiro e paciência. O menino Hugo não deve saber que praticamente todos os grupos actuam de graça e quando não o fazem têm alguma boa razão. O menino Hugo é muito novinho para se lembrar que durante muitos anos, os grupos não recebiam um único tostão. O menino Hugo é muito egoísta pois esquece-se que para ele ser colunista, opiniomaker, redactor e fundador de jornais e núcleos de estudos e estudantes, também precisou do mesmo tipo de subsídios que agora atira para o ar. O menino Hugo é, por isso, cego, porque o que cuspiu para o ar, também lhe caiu na testa. O menino Hugo pensava que ia para um recital de poemas, música lírica ou teatro abstracto e ficou desiludido.
O menino Hugo foi injusto, inconveniente, irracional, agressivo ao utilizar tais palavras.
Ao menino Hugo, peço desculpa (em nome de todos):
- Por não ter pago bilhete para ver o espectáculo
- Por alguns de nós terem feito alguns bons quilómetros para estarem, gratuitamente e em conjunto a fazer existir algo que ainda faz representar a UM e que.... desculpe o pequeno narcisismo, nos dá um gozo do caraças!!! (Este desabafo não se trata de qualquer analogia sexista.)
- Por os grupos académicos não serem poliglotas, menosprezando assim os seus amigos Erasmus (vê-se que, como não consegue companhia em Portugal, está a tentar a de fora) Bolas... mais uma piada sexista inconveniente!!!
- Por não possuirmos todos os mesmos gostos culturais, as mesmas opiniões e por estarmos em lados opostos da barricada.
- Por não termos o cuidado de, durante os seus "inúmeros" anos na UM, demonstrar correctamente tudo aquilo que fazemos.
- Por não correspondermos às suas expectativas e não estarmos ao seu nível intelectual.
- Por estarmos a representar a UM, incluindo o menino Hugo, e este não se cuidar de nos insultar em vez de nos ajudar a ser melhores, mais à imagem dele próprio.
- Por, porventura, a AAUM não lhe ter transmitido correctamente o cartaz presente. Para isso, reclame junto da defesa do consumidor. Exija a devolução do dinheiro do bilhete que comprou. Não se faz, porra, perdão, caramba!
Seja como for, como foi certamente o seu primeiro sarau cultural, perdão, repelente da UM, já sabe que não se mete noutra. Perdemos um espectador, é pena, mas ganhamos em auto-estima. E não se preocupe, como está no final do curso já não irá pagar mais
propinas e desta forma, não verá o seu rico dinheiro a ser direccionado para repelentes grupos culturais da UM. Pegue no seu dinheirinho e vá ver um bom espectáculo cultural ao Theatro Circo ou compre o mais recente livro de Camus. E depois comente... comente, opine, critique, pois tempo parece ser o que não lhe falta.
Nota: Não coloquei este comentário no dito local, porque isso é alimentar o menino com papas de aveia, enquanto que os seus colegas do infantário fungam de tão ranhosos que estão.
O puto (por ordem de raciocínio1 já que os Jogralhos - o verdadeiro nome - são apenas "Meninos") pode dar a sua opinião, mas alguém comentar a dele, já é um ataque. Tamanha estupidez!!!
Mas - e esta é para o lobby que se cria à volta dos pseudo-intelectuais, onde se inclui o Menino Hugo - todos podem e devem ter opinião, mas quando a transmitirem e a divulgam tentem ser, pelo menos, JUSTOS!
As palavras utilizadas foram extremamente injustas para aqueles que há muitos anos se dedicam aos grupos académicos. O menino Hugo não deve saber que usamos do nosso precioso tempo, dinheiro e paciência. O menino Hugo não deve saber que praticamente todos os grupos actuam de graça e quando não o fazem têm alguma boa razão. O menino Hugo é muito novinho para se lembrar que durante muitos anos, os grupos não recebiam um único tostão. O menino Hugo é muito egoísta pois esquece-se que para ele ser colunista, opiniomaker, redactor e fundador de jornais e núcleos de estudos e estudantes, também precisou do mesmo tipo de subsídios que agora atira para o ar. O menino Hugo é, por isso, cego, porque o que cuspiu para o ar, também lhe caiu na testa. O menino Hugo pensava que ia para um recital de poemas, música lírica ou teatro abstracto e ficou desiludido.
O menino Hugo foi injusto, inconveniente, irracional, agressivo ao utilizar tais palavras.
Ao menino Hugo, peço desculpa (em nome de todos):
- Por não ter pago bilhete para ver o espectáculo
- Por alguns de nós terem feito alguns bons quilómetros para estarem, gratuitamente e em conjunto a fazer existir algo que ainda faz representar a UM e que.... desculpe o pequeno narcisismo, nos dá um gozo do caraças!!! (Este desabafo não se trata de qualquer analogia sexista.)
- Por os grupos académicos não serem poliglotas, menosprezando assim os seus amigos Erasmus (vê-se que, como não consegue companhia em Portugal, está a tentar a de fora) Bolas... mais uma piada sexista inconveniente!!!
- Por não possuirmos todos os mesmos gostos culturais, as mesmas opiniões e por estarmos em lados opostos da barricada.
- Por não termos o cuidado de, durante os seus "inúmeros" anos na UM, demonstrar correctamente tudo aquilo que fazemos.
- Por não correspondermos às suas expectativas e não estarmos ao seu nível intelectual.
- Por estarmos a representar a UM, incluindo o menino Hugo, e este não se cuidar de nos insultar em vez de nos ajudar a ser melhores, mais à imagem dele próprio.
- Por, porventura, a AAUM não lhe ter transmitido correctamente o cartaz presente. Para isso, reclame junto da defesa do consumidor. Exija a devolução do dinheiro do bilhete que comprou. Não se faz, porra, perdão, caramba!
Seja como for, como foi certamente o seu primeiro sarau cultural, perdão, repelente da UM, já sabe que não se mete noutra. Perdemos um espectador, é pena, mas ganhamos em auto-estima. E não se preocupe, como está no final do curso já não irá pagar mais
propinas e desta forma, não verá o seu rico dinheiro a ser direccionado para repelentes grupos culturais da UM. Pegue no seu dinheirinho e vá ver um bom espectáculo cultural ao Theatro Circo ou compre o mais recente livro de Camus. E depois comente... comente, opine, critique, pois tempo parece ser o que não lhe falta.
Nota: Não coloquei este comentário no dito local, porque isso é alimentar o menino com papas de aveia, enquanto que os seus colegas do infantário fungam de tão ranhosos que estão.
Incapazes à queima-roupa - Direito a resposta
Algures num "pasquim" universitário, alguém com uma lábia prosaica, derreteu em algumas linhas uma opinião negativa sobre a participação dos Grupos Académicos da UM no "Cultiva-te", um sarau de recepção aos caloiros da UM.
Por entre inúmeras injustiças, arrogância e agressividade apresentada, surge o seguinte:
"(...)Ah, Jograis: meninos, não têm piada, não merecem um microfone, quanto mais quatro.(...)"
Para ver o conteúdo completo da narrativa, clique aqui.
Coube (não o legume) ao nosso membro que possuiu o dicionário de adjectivos mais actualizado e também o único que consegue escrever sem utilizar os 'K' e os 'X' uma resposta em jeito de Carta Aberta, que diz o seguinte:
"Ora bem,
Meu caro Hugo Torres, teria V.Excª noção da polémica que iria gerar? Com certeza que no fim de escrever o texto, ao fazer a revisão, pôr as vírgulas e assentos e essas coisas que ultrapassam o comum dos mortais sem o vasto rol de experiência cultural e artística que V.Excª possui, teria de ter consciência que iria originar reacções intensas e apaixonadas. Apaixonadas porque provêm de pessoas que têm paixão pelas suas actividades.Intensas porque a paixão é muita.
Mas penso que me estou a adiantar um bocadinho. Não quero ser acusado de anonimato e por isso, além de ter assinado este comentário, permita-me que o informe que sou membro dos Jogralhos, Grupo de Jograis da Universitários do Minho. Aqui cometeu o seu 1º erro, ao não ser capaz de pelo menos pesquisar o assunto do seu artigo. Mas garanto-lhe que não lhe levo a mal a falta de profissionalismo. O meu longo e vasto rol de experiência literária (também pessoal porque li milhares de livros, e tenho uma biblioteca com mais de dois mil títulos) já me deu a oportunidade de ler coisas bem piores.
Li algures aqui nos comentários uma comparação entre V.Excª e Miguel Esteves Cardoso, e permita-me descansa-lo. Leio MEC desde os tempos do Independente, continuando pelos seus livros fora, e posso-lhe garantir que a sua escrita é completamente diferente. Miguel escreve de forma inteligente e inteligível. É uma leitura agradável, muitas vezes irónica, e construída de forma que o comum dos mortais consegue entender mesmo que por vezes nem todos absorvam o âmago da ideia. Pode V.Excª dormir descansado que a sua escrita não padece dos mesmos males. Sugiro até que faça um favor ao MEC e lhe envie o seu dicionário de adjectivos que presumo seja uma edição revista e aumentada da que ele possui.
Agora que as minhas apresentações estão feitas deixe-me pedir-lhe perdão pela minha escrita. A minha formação é na área de Engenharia e é portanto natural que não tenha o dom natural que V.Excª demonstra. Não serei portanto capaz da riqueza estética, da complexidade estrutural, da capacidade adjectival e do puro virtuosismo que emana das suas teclas. Com certeza que será capaz de me perdoar.
É comummente bradado aos céus e anunciado aos ventos que em Portugal foi instituída uma democracia em 25 de Abril de 1974. É afirmado com orgulho que todos temos o direito de expressar as nossas opiniões se medo de sermos censurados ou castigados. E apesar de este governo se vir a esforçar para que tal passe a ser uma inverdade, continua a ser a minha convicção profunda que essa é a maior das vitórias da revolução dos cravos. Consequentemente o artigo de V.Excª é bem vindo, tal como o são o blog daquela moça que publicou agora um livro (http://atuaamiga.blogs.sapo.pt/) ou aqueles moços com cabeça rapada que removeram com certeza parte do cérebro com o cabelo (http://nazione88.blogspot.com/2007/04/portugal-hammerskins.html).
E tal como esses, são bem vindos não porque seja de um profundo interesse filosófico ou de um conteúdo crucialmente importante. São bem vindos porque demonstram que de facto existe liberdade de expressão em Portugal. E isso sim merece um Deo Gratias da nossa parte. O reverso da medalha é que teremos de suportar os maus blogs, as ideias surrerais e os artigos de opinião disparatados. Na minha mais que modesta opinião é um preço mais que aceitável. Aliás, a liberdade de expressão não tem preço. Além disso, graças a ela podemos depois opinar sobre as opiniões e comentar os comentários.
Já aqui li que teve V.Excª a coragem ou ousadia de pegar num tema polémico. Não me parece que seja necessária muita coragem ou demasiada ousadia para escrever sobre os grupos académicos. Não estando eles nem acima nem abaixo de ninguém não percebo porque teriam de ser afastados das críticas ou dos elogios. E a polémica foi criada pelo artigo, não pelos grupos.
A verdade é que V.Excª discorreu sobre uma série de grupos que bem ou mal se apresentou perante a academia. E do âmago da sua verborreia retenho... nada. Não tento tido a oportunidade de estar presente, e após a leitura nada elucidativa do artigo de V.Excª fico a saber o mesmo que sabia antes. Não sei se os Jogralhos não tiveram piada porque tentaram contar anedotas (e falharam) ou leram um texto cujo conteúdo não era cómico. Não percebo se os microfones eram bons demais, ou se por outro lado o som não chegava em condições à audiência. Fico sem saber se o ritmo de leitura estava deslocado, se o timing das anedotas não foi o melhor ou se pura e simplesmente o texto não valia o papel onde foi impresso. Não sei se a Afonsina interpretou Zé Malhoa ou Mozart. Se as vozes estavam fracas ou os instrumentistas a dormir. Se na Azeituna o pandeireta era uma nódoa ou o bandeira atingiu alguém por acidente. Se acha a Gatuna simpática porque foi assediado por uma delas (Deus me livre e guarde de alguma das Gatunas acharem que isto é a sério) ou antipatiza com a Tunobebes porque recebeu um estalo quando tentava apalpar a solista. Se o TUM levou a cena "A Midnight Summer's Dream" ou declamou "Charneca em Flor" da Florbela Espanca. O Coro cantou "Avé Maria" de Schubert ou "Alibabá" das Doce. Como vê, após a leitura da sua brilhante peça fiquei como estava. Sem saber o que foi bom ou mau. Sei que tenho de parabenizar V.Excª por ter suportado estoicamente todo o espectáculo, pelo que soube a Afonsina foi a última a actuar e ter tido a capacidade de suportar tudo aquilo que descreveu só para no fim poder com justiça e conhecimento de causa criticar a terrível actuação merece desde já o meu aplauso.
Sei também, e corrija-me se estiver errado, que V.Excª do alto dos seus 23 anos, e com o LONGO e pessoal rol de experiências ligadas às artes, tem uma bagagem cultural ímpar que lhe fornece a autoridade moral de grupos com 18 anos de existência (Coro), 15 anos de existência (Jogralhos) ou os 14 anos da Azeituna só para citar alguns exemplos. Penso até que era fundamental disponibilizar esse seu dom aos ingénuos organizadores de eventos por esse país e mundo fora que continuam a cair na asneira de formalizar convites a estes grupos, cometendo na sua inocência o pecado capital de proporcionar a público que continua ano após ano a acorrer a esses eventos as "vergonhosas, repelentes, repugnantes..." actuações desses grupos. Pela minha parte estou disponível para me unir a si nessa justificada e necessária cruzada. Porventura o meu contributo seria ínfimo quando comparado com aquele que a clarividência e objectividade de V.Excª pode fornecer. Mas peço encarecidamente que o considere. Seria pelo menos enriquecedor para mim culturalmente privar com uma figura tão destacada no nosso meio cultural e artístico.
E para melhor o podermos fazer, deixe-me já aqui e à revelia dos restantes membros dos Jogralhos disponibilizar o acesso ao historial do Grupo, aos prémios e menções recebidas, aos recortes de imprensa coleccionados, à listagem de actuações realizadas, aos convites em carteira, aos três livros publicados. Com um bocadinho de persuasão, estou convencido que até conseguiríamos chegar à fala com mais membros do Grupo e ficar a conhecer as dificuldades que possam existir, os seus méritos e virtudes. Os seus sucessos e insucessos. As memórias boas e más. Depois, munidos destas munições, poderíamos de uma maneira muito mais efectiva iniciar a nossa cruzada. Penso até que se quisermos ser metódicos conseguiríamos o mesmo junto de todos os outros grupos desta academia. Não será fácil, mas com a sua eloquência e brilhantismo seremos capazes de aliciar membros por esses grupos fora, transformando-os em fontes de informação e engrossando assim as fileiras do nosso exército.
Deixe-me terminar com uma opinião. Na minha opinião o senhor produziu uma peça fraca, estruturalmente mal concebida e esteticamente má. Ainda na minha opinião o senhor não produziu uma crítica nem um artigo de opinião já que não se deu ao trabalho de fundamentar nada do que escreveu. Na minha opinião o senhor queria dominar os adjectivos, mas acabou por ser dominado por eles. Na minha opinião a peça revela somente um ressentimento muito grande para com grupos académicos e praxes. Na minha opinião o senhor foi injusto, vazio de conteúdos, parco em ideias e farto em ambiguidades. Na minha opinião o senhor deve ter chumbado em algumas das cadeiras mais importantes do seu curso. Na minha opinião, o senhor teve uma produção infeliz, egocêntrica e particularmente rancorosa.
Mas claro, isto é só a minha opinião. E isto de opiniões é como as... quem as tem tem-nas e quem as quer dar dá-las.
Desde já daqui endereço o meu convite para que V.Excª se junte ao jantar de aniversário dos Jogaralhos. Teríamos um prazer enorme em ter tão distinta companhia e aproveitaríamos para corrigir em 1ª mão o aspectos que V.Excª considerar falhas ou menos conseguidos da nossa actuação. Afinal a crítica eleva o artista..." por Luís Vieira
Por entre inúmeras injustiças, arrogância e agressividade apresentada, surge o seguinte:
"(...)Ah, Jograis: meninos, não têm piada, não merecem um microfone, quanto mais quatro.(...)"
Para ver o conteúdo completo da narrativa, clique aqui.
Coube (não o legume) ao nosso membro que possuiu o dicionário de adjectivos mais actualizado e também o único que consegue escrever sem utilizar os 'K' e os 'X' uma resposta em jeito de Carta Aberta, que diz o seguinte:
"Ora bem,
Meu caro Hugo Torres, teria V.Excª noção da polémica que iria gerar? Com certeza que no fim de escrever o texto, ao fazer a revisão, pôr as vírgulas e assentos e essas coisas que ultrapassam o comum dos mortais sem o vasto rol de experiência cultural e artística que V.Excª possui, teria de ter consciência que iria originar reacções intensas e apaixonadas. Apaixonadas porque provêm de pessoas que têm paixão pelas suas actividades.Intensas porque a paixão é muita.
Mas penso que me estou a adiantar um bocadinho. Não quero ser acusado de anonimato e por isso, além de ter assinado este comentário, permita-me que o informe que sou membro dos Jogralhos, Grupo de Jograis da Universitários do Minho. Aqui cometeu o seu 1º erro, ao não ser capaz de pelo menos pesquisar o assunto do seu artigo. Mas garanto-lhe que não lhe levo a mal a falta de profissionalismo. O meu longo e vasto rol de experiência literária (também pessoal porque li milhares de livros, e tenho uma biblioteca com mais de dois mil títulos) já me deu a oportunidade de ler coisas bem piores.
Li algures aqui nos comentários uma comparação entre V.Excª e Miguel Esteves Cardoso, e permita-me descansa-lo. Leio MEC desde os tempos do Independente, continuando pelos seus livros fora, e posso-lhe garantir que a sua escrita é completamente diferente. Miguel escreve de forma inteligente e inteligível. É uma leitura agradável, muitas vezes irónica, e construída de forma que o comum dos mortais consegue entender mesmo que por vezes nem todos absorvam o âmago da ideia. Pode V.Excª dormir descansado que a sua escrita não padece dos mesmos males. Sugiro até que faça um favor ao MEC e lhe envie o seu dicionário de adjectivos que presumo seja uma edição revista e aumentada da que ele possui.
Agora que as minhas apresentações estão feitas deixe-me pedir-lhe perdão pela minha escrita. A minha formação é na área de Engenharia e é portanto natural que não tenha o dom natural que V.Excª demonstra. Não serei portanto capaz da riqueza estética, da complexidade estrutural, da capacidade adjectival e do puro virtuosismo que emana das suas teclas. Com certeza que será capaz de me perdoar.
É comummente bradado aos céus e anunciado aos ventos que em Portugal foi instituída uma democracia em 25 de Abril de 1974. É afirmado com orgulho que todos temos o direito de expressar as nossas opiniões se medo de sermos censurados ou castigados. E apesar de este governo se vir a esforçar para que tal passe a ser uma inverdade, continua a ser a minha convicção profunda que essa é a maior das vitórias da revolução dos cravos. Consequentemente o artigo de V.Excª é bem vindo, tal como o são o blog daquela moça que publicou agora um livro (http://atuaamiga.blogs.sapo.pt/) ou aqueles moços com cabeça rapada que removeram com certeza parte do cérebro com o cabelo (http://nazione88.blogspot.com/2007/04/portugal-hammerskins.html).
E tal como esses, são bem vindos não porque seja de um profundo interesse filosófico ou de um conteúdo crucialmente importante. São bem vindos porque demonstram que de facto existe liberdade de expressão em Portugal. E isso sim merece um Deo Gratias da nossa parte. O reverso da medalha é que teremos de suportar os maus blogs, as ideias surrerais e os artigos de opinião disparatados. Na minha mais que modesta opinião é um preço mais que aceitável. Aliás, a liberdade de expressão não tem preço. Além disso, graças a ela podemos depois opinar sobre as opiniões e comentar os comentários.
Já aqui li que teve V.Excª a coragem ou ousadia de pegar num tema polémico. Não me parece que seja necessária muita coragem ou demasiada ousadia para escrever sobre os grupos académicos. Não estando eles nem acima nem abaixo de ninguém não percebo porque teriam de ser afastados das críticas ou dos elogios. E a polémica foi criada pelo artigo, não pelos grupos.
A verdade é que V.Excª discorreu sobre uma série de grupos que bem ou mal se apresentou perante a academia. E do âmago da sua verborreia retenho... nada. Não tento tido a oportunidade de estar presente, e após a leitura nada elucidativa do artigo de V.Excª fico a saber o mesmo que sabia antes. Não sei se os Jogralhos não tiveram piada porque tentaram contar anedotas (e falharam) ou leram um texto cujo conteúdo não era cómico. Não percebo se os microfones eram bons demais, ou se por outro lado o som não chegava em condições à audiência. Fico sem saber se o ritmo de leitura estava deslocado, se o timing das anedotas não foi o melhor ou se pura e simplesmente o texto não valia o papel onde foi impresso. Não sei se a Afonsina interpretou Zé Malhoa ou Mozart. Se as vozes estavam fracas ou os instrumentistas a dormir. Se na Azeituna o pandeireta era uma nódoa ou o bandeira atingiu alguém por acidente. Se acha a Gatuna simpática porque foi assediado por uma delas (Deus me livre e guarde de alguma das Gatunas acharem que isto é a sério) ou antipatiza com a Tunobebes porque recebeu um estalo quando tentava apalpar a solista. Se o TUM levou a cena "A Midnight Summer's Dream" ou declamou "Charneca em Flor" da Florbela Espanca. O Coro cantou "Avé Maria" de Schubert ou "Alibabá" das Doce. Como vê, após a leitura da sua brilhante peça fiquei como estava. Sem saber o que foi bom ou mau. Sei que tenho de parabenizar V.Excª por ter suportado estoicamente todo o espectáculo, pelo que soube a Afonsina foi a última a actuar e ter tido a capacidade de suportar tudo aquilo que descreveu só para no fim poder com justiça e conhecimento de causa criticar a terrível actuação merece desde já o meu aplauso.
Sei também, e corrija-me se estiver errado, que V.Excª do alto dos seus 23 anos, e com o LONGO e pessoal rol de experiências ligadas às artes, tem uma bagagem cultural ímpar que lhe fornece a autoridade moral de grupos com 18 anos de existência (Coro), 15 anos de existência (Jogralhos) ou os 14 anos da Azeituna só para citar alguns exemplos. Penso até que era fundamental disponibilizar esse seu dom aos ingénuos organizadores de eventos por esse país e mundo fora que continuam a cair na asneira de formalizar convites a estes grupos, cometendo na sua inocência o pecado capital de proporcionar a público que continua ano após ano a acorrer a esses eventos as "vergonhosas, repelentes, repugnantes..." actuações desses grupos. Pela minha parte estou disponível para me unir a si nessa justificada e necessária cruzada. Porventura o meu contributo seria ínfimo quando comparado com aquele que a clarividência e objectividade de V.Excª pode fornecer. Mas peço encarecidamente que o considere. Seria pelo menos enriquecedor para mim culturalmente privar com uma figura tão destacada no nosso meio cultural e artístico.
E para melhor o podermos fazer, deixe-me já aqui e à revelia dos restantes membros dos Jogralhos disponibilizar o acesso ao historial do Grupo, aos prémios e menções recebidas, aos recortes de imprensa coleccionados, à listagem de actuações realizadas, aos convites em carteira, aos três livros publicados. Com um bocadinho de persuasão, estou convencido que até conseguiríamos chegar à fala com mais membros do Grupo e ficar a conhecer as dificuldades que possam existir, os seus méritos e virtudes. Os seus sucessos e insucessos. As memórias boas e más. Depois, munidos destas munições, poderíamos de uma maneira muito mais efectiva iniciar a nossa cruzada. Penso até que se quisermos ser metódicos conseguiríamos o mesmo junto de todos os outros grupos desta academia. Não será fácil, mas com a sua eloquência e brilhantismo seremos capazes de aliciar membros por esses grupos fora, transformando-os em fontes de informação e engrossando assim as fileiras do nosso exército.
Deixe-me terminar com uma opinião. Na minha opinião o senhor produziu uma peça fraca, estruturalmente mal concebida e esteticamente má. Ainda na minha opinião o senhor não produziu uma crítica nem um artigo de opinião já que não se deu ao trabalho de fundamentar nada do que escreveu. Na minha opinião o senhor queria dominar os adjectivos, mas acabou por ser dominado por eles. Na minha opinião a peça revela somente um ressentimento muito grande para com grupos académicos e praxes. Na minha opinião o senhor foi injusto, vazio de conteúdos, parco em ideias e farto em ambiguidades. Na minha opinião o senhor deve ter chumbado em algumas das cadeiras mais importantes do seu curso. Na minha opinião, o senhor teve uma produção infeliz, egocêntrica e particularmente rancorosa.
Mas claro, isto é só a minha opinião. E isto de opiniões é como as... quem as tem tem-nas e quem as quer dar dá-las.
Desde já daqui endereço o meu convite para que V.Excª se junte ao jantar de aniversário dos Jogaralhos. Teríamos um prazer enorme em ter tão distinta companhia e aproveitaríamos para corrigir em 1ª mão o aspectos que V.Excª considerar falhas ou menos conseguidos da nossa actuação. Afinal a crítica eleva o artista..." por Luís Vieira
terça-feira, outubro 09, 2007
sábado, outubro 06, 2007
www.aaum.pt
quinta-feira, setembro 27, 2007
Encontrado...
Finalmente, graças à Nossa Senhora do Caravágio e ao Inspector Gadget do Grupo de Jograis (e a mais uma ou duas pessoas que ainda são decentes neste mundo), foi encontrado o prevaricador do acto de albarroamento do meu automóvel (desculpem estar a usar este blog em proveito próprio, mas custava mais criar um novo e torná-lo visivel em pouco tempo, algo que o Professor Jesualdo ainda não conseguiu fazer com o Ernesto Farías).
E então o indivíduo chama-se #EDCARLOS# (nome fictício para não provocar actos de retaliação) e trabalha na empresa #BBDOIS# (nome fictício para não chocar a comunidade). Se a coisa correr mal, serei obrigado a mencionar os nomes reais.
Entretanto, dado que estamos finalmente em fase de resolução amigável do caso, comprometo-me a retirar a última posta deste blog, caso tudo se resolva por bem. Caso contrário, mantenho a minha posição e insulto! :D
Abraços
Lucky Luke
E então o indivíduo chama-se #EDCARLOS# (nome fictício para não provocar actos de retaliação) e trabalha na empresa #BBDOIS# (nome fictício para não chocar a comunidade). Se a coisa correr mal, serei obrigado a mencionar os nomes reais.
Entretanto, dado que estamos finalmente em fase de resolução amigável do caso, comprometo-me a retirar a última posta deste blog, caso tudo se resolva por bem. Caso contrário, mantenho a minha posição e insulto! :D
Abraços
Lucky Luke
terça-feira, setembro 25, 2007
Procura-se!!
Procura-se o(s) responsável(eis) por um acidente, no dia 24 de Setembro de 2007, na rua atrás do B.A. em Braga, entre as 19 e a 01 da manhã.
Bateram num Ford Focus, que estava estacionado, fugindo em seguida, deixando avultados estragos e nenhum pedido de desculpas ou qualquer contacto.
Trata-se de uma atitude de lamentar, de alguém que não tem consciência do que é viver em sociedade.
Estou disposto a conversar no intuito de resolver da melhor maneira esta situação.
Muito agradecido.
(Em breve colocarei imagens)
Lucky Luke!
Bateram num Ford Focus, que estava estacionado, fugindo em seguida, deixando avultados estragos e nenhum pedido de desculpas ou qualquer contacto.
Trata-se de uma atitude de lamentar, de alguém que não tem consciência do que é viver em sociedade.
Estou disposto a conversar no intuito de resolver da melhor maneira esta situação.
Muito agradecido.
(Em breve colocarei imagens)
Lucky Luke!
terça-feira, setembro 18, 2007
segunda-feira, setembro 17, 2007
Novo Código Penal
Não sei se acordei a ouvir bem hoje. A notícia do dia é o novo Código Penal. Parece que segundo este "é possível a libertação daqueles que já foram condenados(...)". Parece-me um absurdo. Então prendem-se para depois os libertarem? Os entendidos na matéria que me expliquem p.f. que eu acho isto uma palermice pegada. Qualquer dia vale mais dizer ao juiz:"Xôtor, desculpe lá eu ter metido um balázio no gajo mas já posso ir embora pra caselas?"
quinta-feira, setembro 13, 2007
Campanha Publicitária Renovada

Toda a gente se lembra daquela campanha publicitária na qual o "mister" da selecção nacional participou. De um determinado banco.
Segundo fontes não muito fidedignas, irá ser re-lançada, mas com novo "guião"
Será algo do género:
"Aeromoça é hospedeira."
"Trem é comboio."
"Matraquilhos é pimbolim."
"Mas murro..."
"Murro é na cabeça!"
quinta-feira, agosto 23, 2007
Ainda sobre a tal Licenciatura...
Novo filme gravado no México
Vão começar as gravações no México do remake de um dos filmes mais conhecidos de sempre:
“E tudo o vento levou”…
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